Poema na Tela
10/27/2009
      ( 10/27/2009 01:55:39 AM ) Ivana S Kennedy  
testando novo nome # |

      ( 10/27/2009 01:36:41 AM ) Ivana S Kennedy  
UPDATES

Queridos, sei que o servico de blog da Globo esta' obsoleto. Eu tenho que trocar! Mas esse e' gratis... eu gosto de coisas gratis.

Como da' para perceber, eu nao escrevo faz tempo (sera' que trabalhar 10 horas por dia + estudar 2 noites por semana + ajudar na igreja tem alguma coisa a ver com isso???)

Outra atualizacao, troquei oficialmente meu nome. Agora levo o sobrenome do meu marido, Kennedy, apos o Schmitz (ate' esqueci como troco isso no blog?!)

Estou de folga essa semana (dai' a motivacao para postar aqui)

Poema na Tela e' dos idos 2003, mas eu escrevo desde 1990. Faz tempo, hein?!

Beijos a todos, e obrigada por continuamente mencionar a autoria dos meus poemas que voces copiam e espalham rede afora! (achei ate' tele-mensagens com poemas meus). Assim que eu publicar, vou comecar a cobrar copyrights! (risos, vai demorar ate' eu publicar). #
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7/22/2009
      ( 7/22/2009 02:43:18 PM ) Ivana S Kennedy  
MEDO

Eu tenho medo do escuro.
Traga-me luz, por favor.
Conheço porto seguro
só pela audácia do amor.

Eu tenho fome de vida.
Anseio algo maior
do que essa história doída.
Eu quero vida, e melhor!

Eu tenho sede de vento.
Tenho saudades do mar.
Que o meu corpo sedento
a brisa venha beijar.

Eu tenho medo de altura,
mas sempre insisto em tentar.
Como saber a doçura
da fruta sem a provar?


Eu tenho medo que um dia,
sem que eu possa explicar,
não haja mais o que havia
quando eu ao lar retornar.

Que os meus amigos se esqueçam;
Que eu me esqueça, também;
Que as memórias pereçam,
Se eu delas não cuidar bem..

Que as lojas mudem de nome,
e os armazéns, de lugar,
e os números de telefone,
eu já não possa lembrar.

E as coisas sigam seu rumo,
sem desviar do que impera:
que tudo aquilo que eu amo
já nao é mais como era. #
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7/19/2009
      ( 7/19/2009 01:51:21 PM ) Ivana S Kennedy  
MEIGA

Entao e' assim que se perde a inocencia
quando o conhecimento da morte
ja' nao e' misterio
quando se carrega um luto
ou dois
ou muitos
como se pode voltar?

Eu nao sei
se foi ontem
ou hoje
ou ha' muito tempo
que essa dor constante
decidiu me acompanhar

que dor injusta e' essa!
incolor, invisivel
indiferente a paleativos
insensivel

Entao e' assim que nos tornamos fortes
descobrindo que tudo neste mundo e' fragil
e que nem o amor que nutrimos
pode perpetuar a presenca daqueles que amamos

E que a vida e' diafana
levada como pluma pelo vento
cheia de fins e comecos
e de pequeninos seres frageis
como eras tu, Meiga.

Saudades.
Em memoria a minha cachorrinha Meiga, que ficou com meus pais no Brasil, e morreu em maio, e a quem eu vi pela ultima vez ha' um ano. #
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6/26/2009
      ( 6/26/2009 10:32:41 PM ) Ivana S Kennedy  
Cancao do Exilio versao seculo 21

Minha terra tem araucarias
onde cantam bem-te-vis
(e nao vamos nos esquecer do pinhao)
Os corvos que por aqui gralham
Fazem doer o ouvido!!!

Nao permita, meu Deus, por favor,
que eu me acabe por aqui
Senao terei que ser cremada pra voltar ao Brasil
porque pagar transporte de defunto em aviao e' muito caro

Eu quero voltar pra la'
Ver novamente os quero-queros
ouvir de novo o sabia
andar nas ruas de paralelepipedo
reclamar dos politicos
e do transito.

E se tudo mudar, meu Deus? E se tudo mudar?
O que vai ser de mim quando eu voltar?
Nao permita, meu Deus, que eu me acabe
sem comer, mais uma vez, palmito, requeijao, rosca e cuca.
e um golezinho de chimarrao (eu digo um gole so', porque tem muita cafeina e se eu tomar tudo fico ansiosa e agitada)

Meu Deus, tenha misericordia
permita que eu fique um pouquinho mais aqui, fazendo um pe' de meia
e depois eu volto, compro uma casa no campo
ou na praia
e poderei ouvir os sabias e os bem-te-vis todo dia.
Parece um bom plano, nao? #
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      ( 6/26/2009 10:20:34 PM ) Ivana S Kennedy  
A grande poetisa americana Emily Dickinson disse, em um de seus poemas, que se ela conseguisse evitar que o coracao de uma pessoa se entristecesse, entao a vida dela nao teria sido em vao. O original em ingles e' o seguinte:

If I can stop one Heart from breaking
I shall not live in vain
If I can ease one Life the Aching
Or cool one Pain

Or help one fainting Robin
Unto his Nest again
I shall not live in Vain.

Eu acho esse poema lindo. De certa forma, eu compartilho o sentimento de Dickinson quando recebo carinhosos comentarios e e-mails de leitores dos meus poemas que, ao menos por alguns instantes, tem um sorriso no rosto, uma brisa na alma, apos lerem meus versos. Muito obrigada a todos. #
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5/7/2009
      ( 5/7/2009 12:30:58 PM ) Ivana S Kennedy  
2009

Aqui, do outro lado do mundo, eu vejo o ceu azul
pela janela da sala
ha' pouco vento
e' primavera
e as flores explodem em cor e perfume

O sol quase nunca se esconde
como se soubesse
que eu preciso de luz
pra nao ficar mais triste

Daqui, do outro lado do mundo,
Eu choro todos os dias
antes de dormir
e quando chega a aurora

Eu penso nas ligacoes que nao fiz
Nas conversas que nao tivemos
na tua voz, que nao posso mais ouvir

Eu lembro, todos os dias, que nao adianta mais
pegar o primeiro voo pra chegar ai'
amanha de manha
Tu ja' nao estas.

Os dias continuam vindo alegres,
irreverentes,
A despeito da minha dor e da tua ausencia

A vida corre seu curso
Mas eu mudei.
Agora, as coisas podem esperar.
O trafego nao me incomoda tanto.
E esta' tudo bem se alguem chegar atrasado.

Eu perdi alguem. Sem negociacao. Sem aviso previo.
Agora, so' a minha gente me importa.
Todo o resto e' superfluo.

Em memoria a Ilva Lucia Schmitz Weber, minha avo' querida. #
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2/13/2009
      ( 2/13/2009 09:07:51 PM ) Ivana S Kennedy  
Menina bonita
do laco de fita
vem ca' e me diz
por favor
quem foi que ensinou
o poeta a rimar
o sabia a cantar
e a roseira a dar flor

Menina bonita
do laco de fita
me explica tambem
o porque
de haver flor com espinho
passarinho sem ninho
e tanto alguem sem ninguem
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8/12/2008
      ( 8/12/2008 01:36:49 PM ) Ivana S Kennedy  
AUTO-RETRATO

Meu nome é Saudade -
Intensa.
Traduzi-la não convém;
Qual seria
a recompensa
De entendê-la tu
também?

Sou telha do mesmo barro,
sou água do mesmo rio,
sou ave do mesmo bando
que corre os céus do Brasil.

Sou chama do mesmo fogo,
perfume da mesma flor,
sou voz da mesma vontade;

Sou chaga do mesmo Amor.
Prazer, meu nome é Saudade. #
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7/8/2008
      ( 7/8/2008 05:39:35 PM ) Ivana S Kennedy  
SENHORA

O dia é lindo, lindo.
Quente como os braços de quem se ama.
Não há nuvens no céu,
mas o vento prenuncia chuva.
Chuva que explica o calor fora de época.
Não tenho mais medo do futuro.
O que vai ser, vai ser.
Sinto-me leve como a borboleta
que acaba de cruzar o cenário diante de meus olhos.
Diáfana, diáfana como Cecília Meireles.
Não tenho medo de morrer.
Porque se morre a cada dia
E cada dia nos traz novos sonhos.
Eu poderia fazer mil coisas agora:
comer, correr, caçar o relógio
e sua cruel ditadura.
Há coisas por fazer, muitas
Mas não. Não quero.
Tenho tempo.
Agora tenho todo o tempo do mundo.
Descobri, por acaso,
que sou senhora de mim. #
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5/28/2008
      ( 5/28/2008 10:41:51 PM ) Ivana S Kennedy  
AMOR É ETERNA PRIMAVERA - SEMPRE FLORIDO

"O amor tem seu momento e não se ilude
Vence dos anos a prisão sombria
E, em dia, faz que a noite se transmude
E a eternidade prenda-se num dia"
(desconheço o autor)

Sempre achei lindos esses versos... e tão verdadeiros!
Como saber quando o verdadeiro amor chegou?
Como distinguir-lo?
O verdadeiro amor é aquele que te permite respirar
Que não te exige sacrifícios absurdos (exatamente! amar não precisa ser algo dramático)
O verdadeiro amor, como diz a Bíblia, é paciente, benigno, isento de ciúmes.
O verdadeiro amor jamais acaba.
Se acabou, sinto muito, mas não era amor...

Quando eu achei meu verdadeiro amor, meu amor para a vida toda, eu não imaginava que ele pudesse crescer tanto...
E sem me sufocar, sem angústias, eu descobri que um ano só adicionou mais amor...
E, ao mesmo, tempo, continua parecendo que "foi ontem que tudo começou", mas, como disse meu marido, em nosso aniversário de casamento, eu merecia um presente de bodas de 15 anos, porque parece que a gente está casado há bem mais tempo.

Eu escrevi muitos, muitos poemas sobre supostos amores que nunca se concretizaram. A maioria deles está postada neste blog. Eu sei que eles trazem emoções fortes, palavras de efeito, que tocam o coração daqueles cujo amor também ficou assim, inacabado, não correspondido, sendo nutrido apenas por uma pessoa só.
Dor de amor é como adubo para a poesia. Quanto maior a dor, mais dramático e belo é o poema. Eu não sei dizer qual deles é meu favorito. E, embora eu lembre para "quem" os poemas foram escritos, as palavras se desvincularam totalmente das pessoas. Um poema é assim. Após décadas, não importa para quem ele foi escrito. O que fica, realmente, é o poder da palavra, e o que ela causa naqueles que a lêem.
Meus poemas de amor não têm dedicatória. Eles são, sem exeção, livres.

Enjoy!

QUEM SABE, AMOR

Quem sabe, amor, meus anos de alegria
Serão aqueles sem beleza ou graça
Tu ao meu lado, no final do dia,
Rindo da vida enquanto a vida passa

Quem sabe, amor, haja sabedoria
Quando a beleza já não mais habite
E minhas curvas sejam só lembrança
E o teu olhar vacile num palpite

Quem sabe, amor, até nossa memória
Seja mais fraca, porém mais sincera
E recordemos só as coisas boas
E o que passou, passou numa quimera

Eu te amarei, eu sei, também serei amada
Pois o que fica de uma vida, impera
Fica o amor, os filhos, a lembrança
Fica o eterno cintilar da primavera! #
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1/26/2008
      ( 1/26/2008 01:27:35 AM ) Ivana S Kennedy  
DESPEDIDA

para Marcos

Se eu não voltar, não chore.
Vivi cada segundo co'alegria.
E eu sei que, ainda que demore,
Nos reencontraremos algum dia.

Deixa-me dormir, agora,
e descansar das dores dessa vida.
Lembra de mim, de como eu era outrora,
e não do que verás na despedida.

Não fiz tudo o que quis, porém,
amei tudo o que fiz.
É claro que sofri também.
Fui triste e fui feliz.

Se eu não voltar, perdoa
as coisas que falei à toa,
e tudo o que fiz sem pensar;

Se eu não voltar, sê forte,
pois todo ser humano enfrenta a morte.
A vida vai continuar...

PS: Marcos, li seu recado agora. Espero que tenha postado o poema a tempo. Não sei em quê você crê, mas quero que você saiba da maravilhosa esperança que eu tenho em nosso Senhor Jesus Cristo. A morte é um sono. Sem sonhos, sem dor, sem vagar por aí à deriva. Antes de ser elevado aos céus, Jesus prometeu aos discípulos que lhes prepararia um lugar e, onde Ele estivesse, eles estariam também. Eu acredito na promessa de Jesus. Eu creio que, da mesma forma que
Ele subiu aos céus, Ele retornará. Eu creio que aqueles que morrem crendo no nosso Senhor Jesus Cristo hão de ressuscitar quando Ele vier pela segunda vez. Eu creio que haverá novo céu e nova terra, e que Deus limpará dos nossos olhos as lágrimas, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois todas essas coisas são passado (apocalipse 21:4)
Vá em paz. #
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1/13/2008
      ( 1/13/2008 05:32:14 PM ) Ivana S Kennedy  
COMIGO

Eu levo cá comigo
tanto olhar amigo
que já me mirou.

Levo também as tardes abafadas,
as manhãs de geada,
a flor que já murchou.

Eu levo em mim tanta lembrança cara,
as ruas de Taquara,
o pôr-do-sol do Sul;

Levo no peito, para que me integre,
o andar de Porto Alegre,
uma bandeira azul...

Levo comigo a infância saudosa,
vivida em verso e prosa
às margens do Chuí.

Levo a certeza de que a Deus pertenço,
a liberdade com que sempre penso,
os bons exemplos com que convivi.

Levo comigo a nostalgia aguda
e essa saudade absurda
de tudo o que passou;

Eu levo em mim a influência eterna
da família terna
que me fez quem sou.
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      ( 1/13/2008 05:24:55 PM ) Ivana S Kennedy  
ÀS PROMESSAS QUE NÃO VINGARAM

Às promessas que não vingaram,
Aos que partiram sem dizer adeus,
A todos os que não voltaram,
E aos que esperaram, pacientes, pelos seus.

Aos projetos que não se cumpriram,
Aos filhos que deixaram de nascer,
Aos sonhos escondidos que morreram,
E aos que se foram ao amanhecer.

Aos lábios que nunca se tocaram,
Às horas passadas em silêncio,
Aos braços que não se entrelaçaram;

A esses os meus versos eu dedico,
Como quem canta sem haver platéia,
Como quem chora sem um bom motivo.

A esses o poema, em si, declama,
Como em paisagem clara é límpida a nuance.
Como à jóia rara dá-se o alto lance.

Como quem ama sem dizer que ama.


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1/7/2008
      ( 1/7/2008 11:02:54 PM ) Ivana S Kennedy  
AUTORIA, POR FAVOR

Queridos internautas,

Voces que quiserem copiar e colar quaisquer poemas postados neste blog, por favor, mencionem minha autoria e, de preferencia, o endereco do meu blog (que seria a referencia de onde voces "tiraram" o poema).
Eu nao me importo de ter meus poemas "espalhados" pela net, mas ultimamente tenho encontrado varios dos meus poemas postados nos "blogs da vida" sem mencionar meu nome. O motivo para esta minha exigencia nao se deve ao fato de eu temer que alguem roube a autoria das minhas poesias - eu tenho provas, manuscritos e testemunhas de sobra para provar o contrario. Faco o pedido por crer que ter meu nome logo abaixo do meu texto e' o minimo de reconhecimento que eu mereco. Afinal de contas, o labor de criar foi meu! Obrigada, #
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8/17/2007
      ( 8/17/2007 10:18:03 PM ) Ivana S Kennedy  
NOVO RECADO PRA KAREN O. SANTOS

Guria! Só hoje eu vi que tu respondeste meu recado. Até que a minha idéia de postar teu nome na internet foi inteligente (risos).
Pois é. Eu larguei meu emprego, casei, fui embora do Brasil e agora estou aqui, no último país em que eu teria escolhido morar! Eu queria ir pra Austrália, pra Inglaterra, pro Canadá, pra França, não para os Estados Unidos! Mas o que o amor não faz, né? Eu tenho alguns conhecidos aqui, um ou outro amigo que conheci no início desse ano, enfim, ninguém com quem eu possa desabafar, chorar no ombro, só o meu marido. Hoje mesmo a internet não estava funcionando, o telefone de casa não está instalado e meu celular não faz chamadas internacionais, e eu estava me sentindo tão sozinha, e precisava tanto bater um papo com algum amigo. Bom, a internet voltou e eu tive a boa surpresa de verificar meu blog e achar teu recadinho! Estou dando aulas particulares aqui. No momento tenho dois alunos adultos para os quais eu leciono inglês (quem diria, eu lecionando inglês nos EUA). Eles são estrangeiros, claro. Terei uma aluna a mais semana que vem, para quem vou ensinar espanhol (o básico). Bom, eu dificilmente conseguirei trabalhar em uma escola, já que requer um visto de trabalho que as empresas não estão dispostas a bancar, a não ser que eu fosse uma engenheira! Pra isso há vagas sobrando aqui na Califórnia! Aqui quase nunca chove, nem fica nublado. É bastante seco, e à noite sempre faz um friozinho que te obriga a vestir uma jaqueta. Tem tanto mexicano e outros hispanos que eu fiquei fluente no espanhol em dois meses. Às vezes se ouve mais espanhol que inglês nas ruas. Bom, há brasileiros o suficiente para termos uma comunidade da igreja Adventista só de brasileiros na cidade onde eu moro! É um povo bem legal, mas não tem nenhum gaúcho. Mas esse recado está parecendo mais uma carta. Me dá teu endereço de e-mail, ou de casa mesmo, assim eu posso te escrever! Teu aniversário foi dia 11 de julho. Eu lembrei, mas não tinha como te desejar parabéns! Saudades! #
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6/28/2007
      ( 6/28/2007 08:54:48 PM ) Ivana S Kennedy  
AGORA



Há uma parte de mim
Que não pode voltar
Uma parte de mim
Vive longe, a vagar
Essa parte de mim
Já não é

Me peguei vendo vídeos
Do meu antigo lar
Me peguei procurando
copos em outro lugar
E os móveis não estão
Onde eu fui procurar
Porque o lugar que busco
Já não há

As coisas mudam
Eu mudei também
De país, de "estado civil"
Mas, vez em quando
Há esse vazio
E essa parte de mim
que decide voltar
Quando já não há
Quando já não é
Quando já não dá
não dá
quando já não se pode voltar...

Mas assim estamos
Eu estou, está
Eu e minha parte
Que não vai voltar
Eu e aquela vida
Que ficou pra trás
E ficou bem...
Eu só lembro das coisas boas

Em um ano, nossa pele já mudou inteira
Em um ano, quanta coisa acontece?
Em um ano se casa, ou se fica solteira
Se nasce e se morre, se ama e se odeia
E um ano já foi.
Mas parece mais!!!

E se foi, se foi....
Só se tem o agora
Esse instante dourado que dura tão pouco
E se vai.
Ao passado, se diz "adeus, até mais!"
Ao futuro, "bem-vindo! sejamos felizes
ou não"

Tudo o que temos é o agora.
Essa parte que voltou tem de ir embora
pois não se vive o "agora" com o que já não é

É hora de dormir...
Até amanhã
Até. #
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6/4/2007
      ( 6/4/2007 04:31:57 PM ) Ivana S Kennedy  
DIA PERFEITO



Vão dizer que não existe.
Mas existe sim.
O cabelo perfeito
com a maquiagem perfeita
e a roupa perfeita
as flores, a festa
o tapete vermelho
sorrisos e algumas lágrimas.
Meu dia perfeito
se foi.
Mas lembrar cada hora, cada pose
cada sensação maravilhosa
Me faz feliz como nunca.
Poderiam existir mais dias perfeitos, sem dúvida
Porém eu, com um só, já estou mais que satisfeita.
29 de abril de 2007 - meu dia perfeito.
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1/20/2007
      ( 1/20/2007 04:01:18 PM ) Ivana S Kennedy  
DESABAFO DE UMA RECAÍDA DEPRESSIVA

Achei que era caso acabado:
esse quarto fechado, essa dor.
Um sufoco interno, um horror deslocado,
essa falta sem causa e sem falta de amor.

Quem me manda, sou eu? Se não eu, quem mandou?
O que faz essa angústia nascer, e crescer, tomar conta?
O que faz o meu ser já não ser como sou?

Eu não sei. E não sabem, nem podem dizer
Se é gene, emoção, ou um pouco de cada
Freud explica, e complica, mas difícil é entender
Que, sozinha, eu não mando na própria jornada

Eu achei que já sabia ser feliz sem nada:
cloridratos, ansiolíticos, e o poder da palavra.
Eu pensei conhecer os degraus dessa escada
Com dois passos pr'a frente e um pr'a trás, quem não trava?

Mas, que adianta chorar, reclamar dessa estrada
Hoje sei que é assim, sei que não é o fim.
São alguns miligramas por dia, e está feita a parada
E, ao menos, enfim, eu me sinto mais dona de mim. #
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12/19/2006
      ( 12/19/2006 04:43:36 AM ) Ivana S Kennedy  
QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer, reabra este caderno.
Leia estes versos para os que amei.
Diga que eu cri em Deus, que cri no que é eterno,
E que no eterno um dia eu estarei.

Quando eu me for, que vida terá ido?
A que sonhei? Que tive? Que fingi?
Que falarão de mim? O que será escondido?
E o que, não dito, falará por si?

Quando os meus olhos já não mais mirarem,
Quando meus lábios não cantarem mais,
E o respirar cessar, e as pulsações pararem,
O que, de fato, deixarei pr'a trás?

Leia estes versos com mais melodia,
E se chorarem, não seja por mim;
Perpétua foi e é a poesia.
Poetas, esses, todos têm um fim.

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12/1/2006
      ( 12/1/2006 02:45:57 PM ) Ivana S Kennedy  
SONETO DE ATÉ BREVE

Eu não quero deixar-te meu amor, não quero
Sem ti, meu tudo é pouco mais que nada
Deixar-te é escurecer na madrugada
É andar nu no rigoroso inverno

Eu vivo para amar-te e de te amar não canso
O teu sorriso me ilumina a vida
Teus olhos mostram amor sem medida
Somente nos teus braços eu descanso

Eu sei que vou rever-te, sei que é por enquanto
que a distância habitará meus olhos
E minha alma será só saudade

Os dias passarão depressa, como por encanto
Verte-ei em breve, com olhos risonhos
E não diremos mais adeus para a felicidade. #
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11/28/2006
      ( 11/28/2006 03:16:55 PM ) Ivana S Kennedy  
DIÁRIO DAS PEQUENAS COISAS GRANDES

Se não sei mais quem sou
Pois hoje é azul o ceu que ontem era cinza
Escreverei sobre as pequenas coisas grandes
Essas coisas das quais não podemos fugir

Eu me sinto tão pequena diante da grandeza do mundo
Do poder de uma tempestade de neve
Da impertinente chuva
E da braveza dos ventos
E o que somos nós sem luz elétrica
e sem calor?

Hoje brilha o sol, e como
Brilha o sabor de que todos os dias serão assim
Se a chuva vier, o inverno
Tu me terás
E eu, a ti
São essas as maiores coisas.
As pequenas coisas grandes em importância
e amor. #
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11/10/2006
      ( 11/10/2006 10:44:32 AM ) Ivana S Kennedy  
JESUS CRISTO: uma das personalidade mais populares na internet, com cerca de 31 milhões e cem mil resultados no Google em inglês, (Madonna e John Lennon, por exemplo, têm 5 milhoes) nascido em Nazaré, na antiga Judéia, há cerca de 2 mil anos. Carpinteiro, pobre, não frequentou escola, mas sabia mais que os fariseus e os doutores da lei. Curou e ressuscitou pessoas em Jerusalém e arredores. Dizia ser o Filho de Deus, o que muitos consideraram blasfemia. Os líderes o consideraram popular demais para permanecer vivo. Antes da Páscoa, quando tinha pouco mais que 30 anos, foi entregue em emboscada por um de seus melhores amigos, Judas. Foi julgado no meio da noite, espancado e crussificado. Morreu no mesmo dia. Onze homens e algumas mulheres disseram tê-lo visto vivo três dias depois. A notícia se espalhou e mais pessoas afirmaram tê-lo visto vivo. Todos aqueles que o seguiram e testemunharam em seu favor foram perseguidos. Alguns mortos à espada. Outros apedrejados. Pedro, um de seus melhores amigos, foi crucificado de cabeça para baixo. Ainda hoje, matam e morrem em seu nome. Ainda hoje, há muitos que não se importam em morrer. Ainda hoje, a historia desse homem é a mais popular.



Quando eu não tenho ninguem
Ele chama meu nome
e eu sei que Ele vem.

Não conheço ninguém como Ele
e duvido que tu, que me lês,
conheças alguém

Alguem cuja doçura é sentida nas palavras
Alguem cuja firmeza pelo certo é inabalável
E, mesmo assim, sentou-se à mesa com ladrões e prostitutas

Porque Ele quis que todo homem e mulher tivessem a mesma chance
A mesma chance de serem resgatados,
transformados e salvos.

Quem mais me diz para olhar os lirios do campo?
Quem mais me aceita como sou?
Quem mais é como Ele? Quem mais?

Quando eu não tenho ninguém
Ele me diz que sabe quantos são os meus fios de cabelo.

Quando eu tenho ódio, inveja, saudade, tristeza, egoísmo
Ele vem e me diz
que eu posso ser livre de mim.

Porque Ele não odiou os que O maltrataram
Ele nao teve inveja dos que O esnobaram
Ele nunca pensou em Si mesmo antes de pensar nos outros
Ele teve saudades do Pai,
Ele sentiu tristeza,
fome, sede e dor.

Mas Ele amou mais do que tudo
e o amor O libertou.

Ele me diz que eu posso ser livre
se eu amar um décimo do que Ele amou.

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11/7/2006
      ( 11/7/2006 06:17:42 PM ) Ivana S Kennedy  
SAMBA A CAPELA



Um cadinho assim
Um cadinho só
Bocadinho de saudade nunca causa dó

É meio sofrer
É meio pesar
Um cadinho de saudade 'té nos faz amar

Quero um bom bocado
Quero um bom sofrer
Doce nos meus lábios
Fácil de esquecer

Quero no meu samba
Um chorinho só
Com coco e compasso
Sobre um pão-de-ló

Quero no meu samba
Um meio sofrer
Um dó de saudade
Fácil de esquecer

Um bocado assim
E nos lábios teus
Um cadinho de coragem pra dizer adeus
Um bocado só
E nos lábios meus
Um cadinho de coragem pra dizer adeus.

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9/1/2006
      ( 9/1/2006 05:19:54 PM ) Ivana S Kennedy  
ENFIM, FORMADA

Não sei descrever, ao certo, o que estou sentindo.
Seis anos e meio. Seis longos anos. Poucas horas de sono. Muitas de leitura.
As provas, os ensaios, os trabalhos, os projetos pedagógicos....
Os estágios, os polígrafos....
E hoje, (seis longos anos!) o diploma.
Não nas minhas mãos, não. Meu pai o recebeu por mim, é verdade.
Que bom que a lei brasileira nos permite essas procurações.
Não me entenda mal, não é que eu não ligue pra cerimônias. Mas não ia deixar de viajar por causa da colação de grau.
Essa noite sonhei, como sempre, vívidas imagens. Um aperto no coração ao acordar. Algo tinha dado errado. Meu diploma tinha o nome incorreto.
Que ansiedade!
Mas lá ele está. Lá está. Meu diploma, ainda sem minha assinatura, a milhares de quilômetros de mim.
Never mind. Ele está lá. E estou, enfim, formada.
Thank God. And my parents.
Rafa, esse post também é pra ti. Obrigada pela força. Em janeiro é a tua vez.

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8/30/2006
      ( 8/30/2006 02:59:04 PM ) Ivana S Kennedy  
RECADO PRA KAREN

Ontem sonhei com a Karen. Estávamos na UNISINOS. Ela tinha uma bicicleta bacana, dobrável de tal maneira que ela podia pendurá-la no ombro e levá-la no onibus. Eu tinha faltado muitas aulas de uma cadeira, e estava com medo de pegar Grau C. Que bobagem. Fiquei com saudade dos nossos papos. Escrevo teu nome todo, amiga, caso o procures na internet. Vai que aparece aqui. Karen Ostermann dos Santos. Não tenho teu e-mail, não achei teu orkut. Ficou só a saudade das nossas conversas no ônibus indo pra Uni. Das palhaçadas e piadas, lembra? *Asfalto quente*, *cabine do amor*. Das nossas desilusões amorosas, os choros, a angústia das provas e dos semestres sem fim ainda pela frente. Meu tempo de UNISINOS se foi. Nem na minha colação de grau eu vou. Meu pai vai pegar o diploma pra mim. É claro que eu estou feliz pra caramba de ter *me livrado* de uma vez. Vida de estudante universitário e trabalhador não é fácil. E tu, como serah que estas? Espero, de coração, que estejas bem. Saudades. #
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8/29/2006
      ( 8/29/2006 01:42:51 PM ) Ivana S Kennedy  
CONDICIONAIS INCOMPLETAS

Se eu pudesse falar do meu amor,
assim,
sem palavras.
Se eu pudesse exprimir a dor
a dor
Se eu pudesse parar
tudo
por um instante.
Eu queria o mundo mudo
Alguém me ouviria então.
Alguém
Como tu.
Não sei o que tu pensas, meu bem.
Não sei de nada.
Eu sei que tu me amas,
pois isso dizes bem.
Mas quero palavras, palavras, todas.
Tenho fome delas.
Quero palavras que ainda não provei.
E que sejam tuas
tuas.
Que sejam tuas as palavras que não sei.

Se eu pudesse falar do teu amor
Com a certeza que só as nuvens têm...
Tudo mais passa.
Que dor,
que dor,
que é te amar, meu bem.
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7/30/2006
      ( 7/30/2006 08:20:45 PM ) Ivana S Kennedy  
Com licença de Adélia

Nasci em 13 de dezembro - dia de santa Luzia -
tal qual Adélia Luzia Prado.
Não tenho nome de santa,
não sou devota da protetora dos olhos,
nem tenho livro algum publicado -
só alguns poeminhas.
Um anjo esbelto, entretanto,
também anunciou meu legado.
Eu, que ainda era tão pequenininha, me peguei fazendo versos...
Desde então carrego a bandeira invisível,
límpida e diáfana bandeira
de todas as luzias, adélias,
de todas as marias, cecílias, dulces,
e de algumas ivanas também.
Quando encontrei os versos de Adélia
uma estrela escondida piscou pra mim: - é ela! é ela!
Agradeci ao Deus de Adélia, que também é o meu,
o privilégio de nascer mulher - essa espécie cada vez menos envergonhada.
Envergonhado é homem que bate em mulher, ora bolas!
Mulher é inquebrável que nem Adélia.
Eu também sou.
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7/25/2006
      ( 7/25/2006 07:26:10 PM ) Ivana S Kennedy  
BRUSQUE

As ruas sinuosas
Cortando morros
Inúmeras lojinhas e confecções
O colorido das casas, e das pedrinhas nos pátios
Quantas igrejas, quantas.
Andando de carro, minha mãe mostra as casas
Fala das ruas, dos parentes, de pessoas que já não são.
Adoro o sotaque dessa gente, adoro as cucas do Wegner
O bairro Águas Claras.
As montanhas ao redor de Brusque
contam histórias que nunca ouvi
mas é como se já soubesse.
Há coisas que já vêm com o sangue.



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7/24/2006
      ( 7/24/2006 07:22:50 PM ) Ivana S Kennedy  
MAU HUMOR

Minha noite de sono
Mal dormida
Meu descaso, o acaso
Da comida
Garçonete de cara mal-vestida
Céus! A pior batata frita que comi na vida!
Só sendo santo ou Jó
pra não ficar de mau humor.
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7/22/2006
      ( 7/22/2006 06:52:00 PM ) Ivana S Kennedy  
HOMENAGEM



Os meus queridinhos da 120 MD.
Saudades =)
Caso não seja possível notar, eu - a professora - sou aquela de jaleco branco bem no centro :P


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7/12/2006
      ( 7/12/2006 09:17:17 PM ) Ivana S Kennedy  
ENXURRADA

Jogo os meus versos
à toa.
Gotas de uma torrente.
Sente o mormaço
na rua.
Vem chuva, meu bem.
Enchente.
Ontem, 14 graus.
Hoje fez 31.
Amanhã chove,
inunda as ruas;
Alaga as casas;
Transborda o rio.
Eu sigo com a enxurrada,
E o que passar, levo comigo.
Já pus meus dois pés na estrada
A estrada é o meu abrigo.
So long, bye-bye

*plenamente aprovada em Letras Licenciatura em Português, Inglês e respectivas Literaturas*
*totalmente de férias*
*apaixonada*
*com a mão na mala e o pé na estrada* #
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6/4/2006
      ( 6/4/2006 02:32:28 PM ) Ivana S Kennedy  
RECADO PARA O RICARDO

Ricardo, Ricardo! Eu lembrei de você, Ricardo!!! Mas seu blog não abre mais! Diz page not found e fica por isso mesmo.Sabe como eu lembrei? Vendo a Paula Kussler. Aí caiu a ficha...Ricardo, nosso colega que pintava o cabelo toda semana, e que sumiu da aula um dia! É você, não é? Tem que ser! Imagina, não precisa dizer que não vai mais se intrometer, ler meu blog não é se intrometer. Graças a Deus já foi o tempo em que eu tinha um namorado tão ciumento que nem podia conversar com meus amigos do sexo oposto! Meu atual namorado é normal (espero que meu ex-namorado não leia isso!)

Tudo de bom pra você!

Ivana #
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5/30/2006
      ( 5/30/2006 05:41:34 PM ) Ivana S Kennedy  
SEGUNDA À NOITE

Chorei por dentro quando não chovia.
Chorei por fora, e ainda não chovia.
Chorei até exaurir-me.

Quando choveu e eu já não tinha mais lágrimas
A chuva chorou por mim. #
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5/9/2006
      ( 5/9/2006 08:51:08 PM ) Ivana S Kennedy  
É BOM VOLTAR... NEM QUE SEJA SÓ PARA UM RECADINHO

Alguma coisa me dizia, desde cedo, que eu deveria acessar meu blog hoje, após tanto tempo. Não é que tinha um comentário de anteontem?
Minha vida de universitária está com os dias contados. Me formo em julho!!! Hopefully! Porque primeiro preciso entregar o TC.
Chove insistentemente. E já está frio.
Sem tempo de escrever poesia, sigo analisando... lindos poemas de Adélia Prado! Insightful ones from Naomi Nye.
Eu acesso o orkut de vez em quando, admito....

E que venha o inverno!

Selá

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12/5/2005
      ( 12/5/2005 02:43:33 PM ) Ivana S Kennedy  
LIRA DOS VINTE E CINCO

Eu tenho um quarto de século,
dois fios de cabelo branco, (que não consigo arrancar);
Um século de saudade
dos meus 17 anos, que nunca mais vão voltar.

Ó, céus! O que são cem anos?
Um nada, um sopro, um soneto;
Então os anos que tenho, que são?
Um quarto de vento?

E as vinte e cinco quimeras
(que uns chamam de primaveras)
Estão às vésperas; o medo

É do outono chegar;
E a vida, após invernar,
Finalizar seu enredo.

PS: Argh! Desisti de mudar de endereço....mas os free comments do halloscan continuam sendo apagados. Que fazer? #
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8/15/2005
      ( 8/15/2005 09:40:47 AM ) Ivana S Kennedy  
VENLAFAXINA

Excipiente
Cloridrato
Rotina
Hora marcada
Marca repentina
Estar contente
Já não é mais sina
É obra dela- venlafaxina.

Captadores
Neurotransmissores
Se existem dores
Nunca são externas
Tais dissabores
São obras internas
Suavizadas pela medicina.

O que há de errado com minha endorfina??
Quem me dera saber.
Quem me dera

Enquanto o sonho não tocar a hera
Enquanto a causa ficar na caverna
Enquanto a vida parecer eterna
Seremos duas - eu e essa menina
A senhorita Venlafaxina.
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6/24/2005
      ( 6/24/2005 09:18:19 AM ) Ivana S Kennedy  
INVERNO

Quando o inverno chegar
Qualquer raio de sol será motivo
Para o teu sorriso
Para o meu sonhar
As folhas deixam seu solene aviso
O vento em si carrega o paraíso
Que esse amor traz o calor consigo
E não há frio capaz de o esfriar

Porque quando o inverno chegar
Lá estarás para me acompanhar. #
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5/30/2005
      ( 5/30/2005 03:58:06 PM ) Ivana S Kennedy  
FELIZ DIA SEM NAMORADOS



Segunda à noitinha. Todos os powerpoints prontos. Sabia que blog já é coisa séria? Saiu na Veja dessa semana.Estão usando blog até para campanha política. Meu irmão ouvindo Renato Russo é muito deprê. Ou melhor dizendo, ninguém merece! Comi tanta torrada de banana que estou explodindo. Bom, pelo menos agora eu já estou quase alcançando meus tão sonhados 60 kg. O que foi? Ah! Decerto acham que só gordinho que sofre? Ser magra e alta só é bonito quando você é a Gisele Bündchen, minha filha. Fora dessa esfera, você é, no mínimo, magricela. E eu cansei dessa vida de ter barriga e medidas de modelo. É, porque eu não tenho um milhão de dólares no banco e não namoro nenhuma estrela de Hollywood. Pra que o sacrifício? E por falar em namorado, se 12 de junho é seu inferno astral, junte-se a nós!!! Somos felizes, faceiras e desimpedidas. Sem estresse. Feliz Dia SEM Namorados. Compre Quasar Fire do Boticário e dê de presente pra você mesma. Encomende aquela pizza besuntada de chocolate com morando e chantilly que foi feita só pro fatídico dia. Vista a sua melhor roupa, aquela de arrasar corações, só para dar uma voltinha no centro. Dê 10 pulinhos de alegria por não ter que gastar tempo e dinheiro com presente. Se nada disso adiantar, lembre-se que 12 de junho é mais um dia criado pela sociedade consumista e capitalista em que vivemos para vender, vender e vender mais bugigangas supérfluas.
Antes só do que mal acompanhada, minha filha. Acredite.


PS: Bom, eu tenho uma sina com essa coisa de ficar me gabando antes do tempo. Pois não é que recebi flores pelo fatídico dia? Não é? Pois não é que pouquinho tempo depois estava namorando? Cala-te, boca, diriam os mais velhos. Cala-te! #
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5/15/2005
      ( 5/15/2005 04:43:37 PM ) Ivana S Kennedy  
FÁCIL

A dança de ter problemas é uma dança fácil
Ninguém gosta;
Sequer admira.
Mas é fácil.
Talvez seja trabalhosa... aprendemos na prática.
O que as horas nunca registram completamente.
Algo no tempo se perde.
Um olhar, uma resposta.
Palavras que não ouvimos bem.
Um sorriso de canto, seria um deboche?

Há coisas que nunca saberemos
Porque nunca perguntamos:
"Afinal de contas, o que você quis dizer com isso?"
Bom... o que importa? Jamais falaríamos realmente a verdade.
Quem o faz? Quem?
Se as nossas intenções são sempre veladas
Cheias de máscaras e laquês.
Nossas palavras sempre saem maqueadas e com muito blush.
Suaves, entram nas narinas. Ecoam nos tímpanos alheios
Gravam seus sentidos nos confins de um cérebro.
Como evitar mal-entendidos?
Se nos compreendem mal... e nós assim fazemos
do mesmo modo. Distorcendo e reelaborando o que nos dizem.

Problemas? Ah... esses são fáceis.
Mas escolha gestos para resolvê-los.
E atitudes firmes para eliminá-los.
Palavras? Estas só trarão ainda mais problemas.
Como evitá-las? Como?

É uma chaga mortal que nos persegue.
É um masoquismo voraz que nos invade.
Porque sofrer por elas é sofrer de amor...
Tão belo e tão doído... tão ideal.
Tão mágico.
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3/5/2005
      ( 3/5/2005 06:51:45 PM ) Ivana S Kennedy  
TERÇA À TARDE



As horas passam tão depressa
Correm meus olhos como carros fortes
Blindados, sem que nada impeça
Que sejam vítimas de assaltos

E as tuas horas são, assim, roubadas
Morres de sono, de calor, de tédio
Ficam tarefas sempre inacabadas
Ficamos nós, sem luz e sem assédio

Ficamos sós, os anos não perdoam
Essa tão longa e enfastiada espera
A nossa sede e fome por encanto
Outono é; queremos primavera.
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2/19/2005
      ( 2/19/2005 01:25:23 PM ) Ivana S Kennedy  
Ele Vem

Ele vem
Entre nuvens
E nuvens de bens
Entre coros
Mil louros, qual Rei
Ele vem

A promessa
Tem pressa
Tem lei
Qual o dia, e a hora?
Não sei
E quem sabe?
Ninguém
Eu só sei
Que Ele vem

Cada dia
A alegria de alguém
Que também descobriu
Que Ele vem
E já tem a esperança
Dum além
De um lugar
Que tristeza não tem.

Ele vem
Não mais choro
Não mais dor
Só o bem
Porque prometeu
Que ele vem
E tu, crês também?
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2/8/2005
      ( 2/8/2005 03:11:08 PM ) Ivana S Kennedy  
PLÁGIO




Algumas "pérolas" feitas durante o período de férias na praia do Curumim
Onde não tem computador
Não tem internet
Não tem telefone fixo
Não tem DVD nem vídeo cassete

É por isso que eu voltei bronzeada, né!

"Alma minha, gentil, que nunca parte
(Camões que me perdoe o plágio)
Pois até para viagens dessa arte
Cá, no Brasil, iam cobrar pedágio!!"

*********************************************

Oh! Sul do Atlântico
Quanto do teu sal
São "los hermanos" chorando o seu mau!!!

*********************************************

O poeta é um falador
Fala tão silenciosamente
Que discursa sobre o amor
E mesmo assim a gente entende!

****************************************

E, por fim....
Tudo vale a pena (se a grana não é pequena)

RETIFICAÇÃO: Na praia do Curumim tem um Cyber Café, mas é 6 reais A HORA pra usar a internet. Eu MOOOORRROO de vontade mas NÃO conecto!!! #
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1/20/2005
      ( 1/20/2005 04:50:46 PM ) Ivana S Kennedy  
SOY LOCO POR TI, AMÉRICA



Depende da América, né.Diz isso nos States e eles vão achar que são eles. Sim, porque eles se chamam de "America". Fala sério. E pensar que eu preciso ir pra lá pra consolidar minha carreira de English Teacher. Pois é, em 1996 eu escrevi um poema sobre o sul da América Latina, (já que eu moro no sul da América do Sul). Eu já morei no sul do sul da América do Sul. Incrivelmente a cidade chama-se São José do Norte. Hoje eu moro em Taquara city mesmo. Bem pertito de POA. Se der a gente aparece no Fórum Social Mundial. Vai ter que dar, porque agora que o PT perdeu a prefeitura, talvez o Fórum não continue sendo aqui. Já pensou que triste? Pois é, toda essa enrolação pra introduzir o tal do poema. Enfim, essa música do Caetano Veloso é linda. Adoro escutá-la.
O meu poema, bem, o meu poema saiu da cabeça da Ivana com 16 anos, né. Já faz tempo. Recordar é viver....


SUL DA AMÉRICA LATINA


Sul da América
Sul da América Latina
De uma esperança divina
Extremo sul da América

Teus pés descalços, criança
Teus olhos negros e belos
Teus sonhos e gestos sinceros
Teus olhos cheios de esperança.

São gritos e vozes e cores
Culturas e glórias, histórias
De guerras, batalhas, vitórias
São terras de nossos amores

No céu, o Cruzeiro do Sul
Céu da América Latina
Da minha América divina
O sol, o mar, o céu azul

Nosso canto, nossa voz, nossa memória
Nossas lutas contra tantas repressões
Mas com coragem em nossos corações
Erguemos a bandeira, alcançamos a vitória

Somos caboclos e índios, mestiços
Nós somos negros e brancos, vermelhos
São nossas águas os nossos espelhos
São nossas lendas os nossos feitiços

Hemisfério do sul, fé divina
Hemisfério de um povo cansado
Do labor desse povo encantado
Sul da América Latina.
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1/14/2005
      ( 1/14/2005 03:16:06 PM ) Ivana S Kennedy  
7 Seconds Poetry

Para separar os idiomas, fiz um blog só para pensamentos e poemas em inglês. Não há pretensão de se escrever tal qual shakespeare (hehehe), mas a intenção é boa. Vale a pena conferir! (o template ainda não está pronto)

www.sevenseconds.blogger.com.br #
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1/10/2005
      ( 1/10/2005 06:51:11 PM ) Ivana S Kennedy  
BALANÇO, MEU BEM BALANÇO



Balanço rima com descanço...
que descanço!
Olhá nós na praia.... só na rede!

Beijo, mano! (meu mano na foto)
Já tô com saudades!

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1/6/2005
      ( 1/6/2005 02:55:27 PM ) Ivana S Kennedy  
INTERLÚDIO

De volta da praia por um curto período, aproveitei para postar dois poemas recém saídos do forno. A gente sempre tem uma melancoliazinha guardada em algum lugar. É só pegar um pouco mais de sol e não ter muita coisa pra fazer que a mente divaga, viaja, e vai longe... vai pro outro lado do mundo (literalmente ou não...)

LONGE

Num dia vivo de sonho
Em outro, melancolia;
Se o sol desponta risonho
Completa é minha alegria.

Num dia vivo o presente,
E noutro, só fantasia
O que esse viver pressente
Se enche e logo esvazia?

Se o meu amor não tem rosto
Se a voz não posso escutar
Maior ainda é o desgosto
De não podê-lo abraçar

Se o amor é tal qual o vento
Que não se pode pegar
(Há apenas o sentimento
De que ele está a passar)

De que adianta o amor?
De que nos vale amar?
Se tudo termina em dor
Que juram que vai curar...

Por que tem que ser assim?
De que me adianta sonhar?
Sorrir, ter graça de mim
Tão longe do teu olhar?

Num dia vivo de sonho
E noutro vivo a sonhar
E mil fantasias ponho
No fundo imenso do mar

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Que vale a vida que vivo
Sem do teu lado eu estar?

Que vale esse meu sorriso
Tão longe do teu olhar?


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12/27/2004
      ( 12/27/2004 02:15:25 PM ) Ivana S Kennedy  
ENFIM, FÉRIAS! (Todo mundo merece!!!)


Saudades, saudades saudades...de todos os meus queridos colegas da Escola Adventista Ricardo Olm, especialmente dos que trabalhavam comigo de quinta a oitava séries (esses da foto, junto comigo).



O lado muuuito bom de ser professor é o período de férias - 45 dias por lei. É claro que acabamos tendo mais que isso. Mas que ninguém se engane: é, comprovadamente, uma das profissões mais estressantes. Eu que o diga. As pequenas recompensas diárias, porém, compensam o estresse.


Boas Férias! (meu blog também entra em férias....) #
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12/21/2004
      ( 12/21/2004 06:11:07 PM ) Ivana S Kennedy  
SILÊNCIO

(listening to Des'ree's You gotta be)

Listen as your day unfolds
challenge what the future holds
try and keep your head up to the sky
lovers they may cause you tears
go ahead, release your fears
stand up and be counted
don't be ashamed to cry

you gotta be....


Silêncio
Silêncio interno
Mágicas venturas
Adeus, inverno
Bem-vindas loucuras
E ternas doçuras
E eternas alturas
E vívidas figuras
Do amor.
Por que ter dor?
Não escolhas o inferno
De gostar sem amor
De ficar sem calor
De viver esse horror.

A cada dia mais só o que eu quero.
Só o que eu espero.
Só o que é sincero.
A cada dia mais feliz.

Feliz
Feliz
Feliz

Quem não quer?
Ah! Eu quis :-) #
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12/17/2004
      ( 12/17/2004 05:02:09 AM ) Ivana S Kennedy  
DESPEDIDA

Queridos alunos da 7a série... como eu falei pra vocês na última vez que nos vimos, este é o poema que fiz pensando em vocês...
Logo abaixo está a foto da turma. Sentirei muitas, muitas saudades. Ano que vem, quando vocês estiverem se formando, com certeza estarei lá, torcendo e vibrando por cada um. Love you all!!! Kisses,
Teacher Ivana



CADA UM QUE PASSA EM NOSSA VIDA

Cada um que passa em nossa vida
Abre um caminho
E chove, e faz sol
E o caminho se esvai

Cada um que passa em nossa vida
Deixa um carinho
Um misto de flor e espinho
Que dói quando a gente se vai

Há aqueles que são
Um caminho tão longo
Que se abre um vão

Há aqueles que não...
Mas trajetos tão curtos
Nunca passam do chão

Cada um que passou
Tomou sua direção;
Cada um que ficou
Gravou sua canção.

Cada um que passa em nossa vida
Abre uma ferida
Que pede remédio
Que quer atenção

E a nossa saída
É cuidar das feridas
E mandá-las, saradas,
Para o coração.

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12/16/2004
      ( 12/16/2004 02:46:36 PM ) Ivana S Kennedy  
CHARADA




É tão triste
Ser um pouco de tudo
Ou um pouco de nada...
Quero ser folha vazia,
Ou folha acabada.
Quero ser noite de lua
Ou raiar da madrugada.
Quero ser rua, avenida,
Ou campo sem estrada.
Quero ser chaga, ferida,
Ou saúde intocada.

Ser um pouco feliz
Ou trise quase nada
É ser água que não refresca
Nem aquece.
Água morna e parada.
É quem com a vida não se alegra
Nem se entristece.
É quem ama e desespera
Mas, depois, esquece.

Ou ser frio,
Ou ser quente;
Ou ser bicho,
Ou ser gente;
Ser teu tudo
Ou teu nada.
O que fica no meio
É cilada.

Os extremos que tornam
Essa vida encantada.
Viver bem, no intervalo,
É a grande charada.

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12/13/2004
      ( 12/13/2004 05:58:03 AM ) Ivana S Kennedy  
Festa!!!!



Naomi Shihab Nye fala, no prefácio de seu livro Words under the Words, que há muitas fotos sob cada foto de um álbum.
O que fizemos antes de tirar a foto? Que poses? Que gestos? Que palavras? Quantos sorrisos e olhares que a câmera
não registrou... Fica, é claro, aquela imagem única, capturada num piscar de olhos, num flash que perpetua esses momentos tão especiais.
E quando folheamos os álbuns, quantas fotos não podemos ver sob esta ou aquela cena?
No meu aniversário de 4 anos (o da foto), eu lembro das palmas, de subir na cadeira e armar a saia, dos meus amigos...
O gosto dos doces há muito já se foi. Perdeu-se na caixinha de lembranças de sabores (risos).
A velha garagem onde a mãe fazia nossas festas continua lá, em Mostardas, RS, uma cidade tão ao sul que chega a ser quase no Chuí.
A minha mana cantando os parabéns comigo, soprando a vela junto, querendo fazer aninhos também.....
Muita lembrança se perdeu. Só sei que foi pura festa.... correria nas ruas de chão batido, na cidade quase sem prédios, nos quintais sem portão.
Saudades de Mostardas, dos amigos que nunca mais vi, das dunas gigantes do litoral de Mostardas, da gemada que a vizinha fazia,
Saudades de mim.


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12/9/2004
      ( 12/9/2004 03:45:46 AM ) Ivana S Kennedy  
Se não



Tu, que te apaixonas por palavras,
Cuidado.
Palavras não têm legado.
Não são objeto achado.
Não vêem mentira ou pecado.
Se vão, não deixam recado.

Tu, que te impressionas com palavras,
Alerta.
Que a vida é senhora incerta;
Não deixes a porta aberta,
Nem tua ilusão desperta,
Para um final decorado.

E tu que, como eu, ama as palavras,
Lamento.
Jamais te darão o alento,
Que queres, no esquecimento,
Das tardes frias, de vento,
Se o fim do dia é chegado.

Ainda assim
Levo-as cá, comigo,
Se chove, escrevo "abrigo"
Se choro, crio um "amigo"
Palavras também dão sorte.

Se a dor, um dia, for forte,
Então escreverei "morte"
O que levarás contigo
Senão lembranças do antigo
Alvor que queres que volte?

Porque palavras não voltam.
Por quê?

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12/5/2004
      ( 12/5/2004 11:34:44 PM ) Ivana S Kennedy  
Como Superar A Crise dos 20



A gente faz 21 e se acha o máximo...uau, maior idade.
Aquela coisa.
Chega o dia, porém, em que você se dá conta que a metade dos seus 20 anos
Está chegando.
A sua "década" dos 20 está começando a ir para a metade.
Logo, logo você será uma balzaquiana.

Não se preocupe....
O seu sub-consciente vai fazer alguma coisa!!!!
Só não sei se você vai gostar.

Estratégias do meu sub-consciente...(nem eu sabia)

1. Desenterrei o primeiro CD da Shakira, lá dos meus 16 anos

Y ahora estoy aqui
queriendo convertir
Los campos en ciudad
Mezclando el cielo con el mar


2. Acesso o ICQ todos os dias (há muuuuito tempo eu não fazia isso)

3. Fiz competição com meus alunos pra ver quem come mais pedaços de pizza.
Comi 20 pedaços!!!
Tá, eu sei que não é grande coisa....mas empatei com a aluna que comeu mais!!!

4. Às vezes sou deliciosamente irresponsável
Tenho um monte de coisas pra fazer e fico aqui no blog...

5. Assisto o desenho das Powerpuff Girls e acho o máximo....

6. Voltei a escrever num diário (não esse aqui).

7. Entrei pro orkut.

8. Gastei horrores com merenda na faculdade...
(eu só fazia isso na cantina do colégio, quando estava no terceiro ano)

9. Fui de um extremo ao outro na questão de relacionamentos
(passei de noiva-que-ia-casar pra solteira-tô-sozinha-e- daí)

10. E, por último, quando lembro que daqui a uma semana vou fazer 24, faço aquela cara de surpresa:
O quê? Eu? Já 24? Imagina.... continuo me sentindo com 17 aninhos....

É... a nossa realidade é dura, meninas.... Para terminar essa reflexão pré-aniversário, deixo uma parte da música Pies Descalzos, da Shakira:

Saludar al vecino
Acostarse a una hora
trabajar cada día
para vivir en la vida
contestar sólo aquello
y sentir sólo esto
y que Dios nos ampare
de malos pensamientos
cumplir com las tareas
asistir al colegio
que diría la familia
si eres un fracasado?
ponte siempre zapatos
no hagas ruido em la mesa
usa medias veladas y
corbata en las fiestas
Las mujeres se casan siempre antes de treinta
si no vestirán santos
y aunque así no lo quieran
y en la fiesta de quince
es mejor no olvidar
una fina champaña
y bailar bien el vals.


Diálogo típico de quando me perguntam se sou eu quem vai casar:

- Ah, é tu que vai casar agora em dezembro?
- errr, hehe, não... é a minha irmã.
- Ah! Ela é mais velha?
- Não... eu sou a mais velha, hehe (risadinha sem graça)
- Ah, mas isso acontece, antes só do que mal acompanhada, né?
- É.... (ainda sem graça)

Sempre antes dos 30..... #
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      ( 12/5/2004 11:19:41 AM ) Ivana S Kennedy  
HOJE ESTOU.... BUTTERCUP!!!
Docinho



Meninas boazinhas vão para o céu.
As más vão à luta.

Docinho II



É claro que ela ri.
Mas só às vezes.

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12/1/2004
      ( 12/1/2004 04:24:32 PM ) Ivana S Kennedy  
Dezembro



Dez vezes desdobram-se em doze
Os meses se foram; o tempo te trouxe
Eu fiquei.
Mais velha
Mais forte
Mais triste?
Pra que mentir, se a nostalgia existe?
Se existe o medo de continuar?

Dezembro é o mês do acalanto
Das Boas Festas
Do contido pranto
Do meu furtivo e passageiro encanto
E o desencanto não tarda a chegar...

Quando quebrar o coração, e o choro
Vier em ondas de soluço e sono
Será Natal.
Eu ouvirei o coro
Verei as luzes,
Verei rubros gorros,
Em pequeninos rostos de mortais.

E em cada luz
Em cada melodia
Há uma voz que dita-me alegria
Fala suave, fala noite e dia
Chorar não mais, meu bem. Chorar não mais...

01 de dezembro de 2004.
23h54min
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11/28/2004
      ( 11/28/2004 02:53:47 AM ) Ivana S Kennedy  
[Intervalo]



E o tempo não passa
E não pára
E não volta
A vida revolta
Campanha
E recolta
A vida estraçalha
A escada dos sonhos
Os rostos risonhos
O tempo atrapalha
Ora lento, ora curto
Sempre incerto
Cheio de segundos
E de segundas-feiras
Onde estão as férias?
Foram.
E que horas são?
São da solidão
E do silêncio barulhento da multidão.
A vida é tão maior que o coração
Mas cabe dentro.
[Lento é o tempo...]

Quero minhas férias!!!! #
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11/16/2004
      ( 11/16/2004 11:59:17 AM ) Ivana S Kennedy  
CHOCOLATE



Saudade, meu bem,
Saudade,
É bolo de chocolate.

Aquela tremenda vontade
De bolo de chocolate
Que, de repente, te invade
Às 3 horas da manhã

Saudade.
Isso é saudade.

E nada há, que se enquadre
Na distinta qualidade
De bolo de chocolate
Com pedaços de avelã;

O que fazer, nesse impasse?
Deixar que a saudade passe,
Que o sono venha e te enlace
Enquanto comes maçã... #
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11/9/2004
      ( 11/9/2004 04:57:01 PM ) Ivana S Kennedy  
As coisas que nós perdemos I



Todos nós temos perdas na vida, mas a verdade é uma só:
Não se pode perder o que nunca se teve;
Não se pode separar o que nunca foi unido;
E não se pode chorar pelo que não se amou realmente.

Será?
Fico pensando naquelas perdas inusitadas,
Perdas de pessoas que nunca foram nossas,
De carinho que nunca recebemos,
Daquele presente que estava na vitrine (e que alguém comprou primeiro que você).

E as separações?
Não, não digo divórcios...
Aquele alguém que você simplesmente nunca viu na vida
Mas desaparece da sua lista de contatos
Perde-se nos seus endereços de e-mail
Muda de endereço
Some.
Aquele alguém com quem você estudou por alguns anos
E nunca mais vai ver depois da formatura
Nunca houve uma união
Mas a separação dói
Assim uma dorzinha pequena e funda... uma saudade de não ter mais...
E nós sempre queremos ter.

Não se pode chorar pelo que....
Não se pode chorar?
Ah! Pode, pode mesmo.
Chorar como criança quando perde o doce ou, melhor,
Quando não ganha o doce que sequer provou.
Chorar baixinho, chorar escondido.
Chorar com vergonha que alguém veja que você está chorando por "isso". Mas só por isso??
Ah! E quantos níveis há de amor.... para que se possa chorar também em diferentes níveis.

As coisas que mais perdemos são assim - incertas. Inexplicáveis e não -usuais.
Por fim, não se pode fechar uma porta que nunca foi aberta.
Mas e se a gente deu só uma espiadinha???
Ah, sim! A porta fecha. E o que teus olhos viram só por um relance, dará uma saudade daquelas!
Nem uma vida inteira basta para aprendermos a saber perder.
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10/31/2004
      ( 10/31/2004 04:26:51 PM ) Ivana S Kennedy  
EPITÁFIO



Tão forte quanto a morte
E tão suave como um suspiro
Assim é o amor que aqui descansa
Enquanto ainda choramos seu fim.

Nasceu entre olhares surpresos
Sorrisos e flores, mensagens;
Cresceu forte, e o chamamos inabalável.
Não era.

E como aqueles que, desconsolados, sepultam um ente querido subitamente arrebatado,
Assim sepultamos esse amor
Nenhum outro, nunca, comparar-se-á a ele.
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10/22/2004
      ( 10/22/2004 07:04:07 AM ) Ivana S Kennedy  
O FIM É O PRINCÍPIO

E a poesia hiberna
Inerte
Deixai-a adormecer
Durante o fim da primavera

Para a poesia
Não existem férias coletivas.
Ela tira férias quando quer.

O poeta também tira férias. #
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10/13/2004
      ( 10/13/2004 08:46:39 PM ) Ivana S Kennedy  
A Porta



a porta aberta
esguia
a caixa vazia
do nosso viver
Quinze pra uma
Hora de dormir
Hora de esquecer

Quem sabe lembrar?
E até descobrir
o que não se quer ver.

A porta fechada
A folha amassada
De quem quer vencer

Por que cada dia
Não tem a alegria
Que eu sempre quis ter?

A porta entreaberta
é uma descoberta
janela indiscreta
é o cerne do ser

Essa nostalgia
que mata o meu dia
Quem dera eu não ter!!!

Mas à revelia
Do que eu queira ter
Quem manda é o eu subcônscio
...e eu só respondo
com um sim, vamos ver
Dá pra entender??

Nossa mente é a chave de todo o sofrer.

Quinta-feira, 00:55 Insônia #
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9/24/2004
      ( 9/24/2004 08:00:53 AM ) Ivana S Kennedy  
PRIMAVERA



é primavera
e as calhas das casas cintilam
sob a luz do sol da manhã.
é primavera
há sons e perfumes
há cores nos cumes
no amor há o afã:
Intensa vontade
De estar, na verdade
Por sobre gramados
Ouvindo os recados
de insetos dourados
cheirando a romã.

Se a brisa vier
Trará poesia
Gorjeios de pássaros
Fina melodia
Se a chuva vier
trará regalia
De água bebida
em copos de flor.

Sim, é primavera
E a plena alegria
é culpa do amor. #
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9/20/2004
      ( 9/20/2004 08:14:23 PM ) Ivana S Kennedy  
E A VIDA?

"Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante, para o meu, para o meu amor passar."

Vê!
Não há motivos pra sorrir
Mas, e a vida?
A vida linda, linda e colorida,
O céu anil e o sangue da ferida,
A mata verde e o cinza da avenida
A vida é bela ainda.

As celas são lotadas
A liberdade mingua
Crianças mal amadas
E fome na restinga

A enchente leva as casas
E a seca, a comida
Dinheiro ganha asas
A vida é dolorida.

Mas, e o amor?
O amor doce, doce e carinhoso,
Buquê de flor, final litigioso
O "sim" no altar, o "não" do mentiroso
O amor ainda é maravilhoso.

Vê!
Tantas razões para chorar
Eu sem você
Sem chance de mudar
Mas, e a vida, e o amor, a avenida?
A rua linda que eu criei, eu quis sonhar
Eu quis sair de casa um dia e te encontrar
A vida é bela e o dia finda
O amor existe ainda
E, mesmo sem você, a noite é linda
E é mágico o luar
Na rua que eu criei pra te esperar
Vê! Por que chorar?
Não há motivos pra sorrir
Mas há o mar
Em cujas ondas os sonhos vem e vão
Trazem amores e tristeza ao coração
Uns são amados, outros levam solidão.

Vê!
A vida vale a pena
A pena que se paga por vivê-la
Porque ela é linda, linda na avenida
O verde-mar, a rosa, a despedida
Partir, chegar
Sorrir, lembrar
Chorar uma ferida
Recomeçar, lutar
Vencer, achar saídas
Vê!
A vida é linda e o amor existe ainda.

E agora diz
Se nesse instante
Mesmo distante
Do que eu muito quis
Descrever a vida
Vivê-la, tê-la, comovida
Não me torna mais feliz?

01/02/2000 #
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9/8/2004
      ( 9/8/2004 11:36:04 AM ) Ivana S Kennedy  


Hoje não há poesia
Chorão morreu.
Aquele corpinho peludo que descansava, folgado, embaixo do pinheiro
Chegou da clínica numa caixinha lacrada, de papelão.
Papai enterrou-o à tardinha
Em algum lugar do jardim.
Não sei como pode, mas
ainda o vejo caminhando e miando a cada passo,
Aquele miado inconfundível, sempre chorado.
Seus olhinhos amarelo-esverdeados, curiosos,
Hoje não estão mais aqui.
Não é mais preciso fechar a porta da cozinha correndo,
Nem esconder os sacos de pão,
Nem enxotar Chorão da cozinha;
Não vamos mais encontrá-lo dormindo sobre uma cadeira, ao puxá-la para sentarmos à mesa.
Chorão ficou doente.
Todos nós vimos, mas ninguém fez nada.
E quando alguém fez, já era tarde.
Domingo ainda o vi, manhoso, estirado descansando.
Já não era normal descansar tanto....nem ficar tão quieto...
Chorão morreu internado na veterinária
E chorei longamente por ele.

Hoje não há poesia
O jardim está vazio
E a poetisa chora
por Chorão. #
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8/16/2004
      ( 8/16/2004 07:20:35 PM ) Ivana S Kennedy  
Eu ainda não esqueci a senha do blog, embora faça quase um mês que não atualize. Sim, as férias se foram (foi só uma semana mesmo). E os bolos de chocolate também. Já que não há muito tempo para produções literárias mais atuais, vou postar dois sonetos inéditos (embora escritos há 3 anos) que não foram lidos por ninguém. Isso mesmo: ninguém! Pieguices à parte, foram bons exercícios de estilo.
PS: não leia se estiver deprimido ou com dor de cotovelo. Piora.




SONETO DO AMOR ABANDONADO

O amor abandonado é sempre triste
É um pássaro voando com olhar perdido
Sombrio e solitário, um pássaro ferido,
Voando sem viver, como quem só existe

Amor que se abandona às vezes cura
Se o tempo eliminar todas as mágoas
Como nos rios também mudam-se as águas
Como nas mentes sãs nasce a loucura.

Mas não há nada que o tempo faça
Com o que resta desse amor deixado
Com o pesar que de repente invade

O coração... e esse pesar não passa
Porque esse amor, embora abandonado
Sempre nos deixa um pouco de saudade.

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SONETO DE ANO NOVO

De tudo o que ficou aqui
De tudo o que restou de ti
Talvez não haja amor algum
Mesmo assim feliz 2001.

De todas as palavras que eu te falei
Também de todas as que eu encontrei
Diálogo não há nenhum
Ainda assim feliz 2001.

Saudades já não temos mais
E agora, seja como for
Façamos como faz o povo

Sorrir, brindar, desejar paz
Embora já não haja amor
Brindemos Feliz Ano Novo. #
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7/19/2004
      ( 7/19/2004 10:19:26 AM ) Ivana S Kennedy  
Enfim, férias!

Depois de séculos sem atualizar o blog, desfruto da alegria indescritível de acordar às 9 da manhã, tomar o desjejum sem pressa, procurar inúmerar canções no Kazaa e cavar um poema do fundo do baú para postar aqui. Não é maravilhoso??
Então lá vai... um poema que escrevi em 1991, quanto eu tinha 10 anos, com todo o sabor de férias de julho:



COMPRO!

O amor? Se estiver à venda
A fita? Se for de renda
O dinheiro? Não quero não!

Compro!

Os canários do azul do céu
O doce gosto do mel
A rosa das mais vermelhas
A noite que sempre chega
Como um negro manto em véu

Compro!

Os beijos de aniversário
As velinhas, os conviados
O bolo, principalmente!
Com chantilly e merengue
Mas não guardo em lugar precário
Jamais dentro de um armário!

Lá no fundo do meu peito
Ponho o canário a cantar
Prendo a fita no cabelo
E espero o amor chegar

O meu véu, meu manto negro
Logo vem, está por vir
Quando o sol se põe à tarde
Vem a noite me cobrir

E sinto a rosa vermelha
Seu perfume que incendeia
Num vermelho cor de vinho
A pena é que tem espinho

E lembro-me com saudade
Das festas da minha infância
Dos bolos deliciosos
Com chantilly e merengue
Dessas coisas que eu gostava
No meu tempo de criança.

PS: é engraçado que eu escrevi como se não fosse mais criança, mesmo tendo 10 anos. Que serelepe! É que o poema foi inspirado em um texto que lemos na aula de português. Aí a professora pediu que escrevêssemos algo parecido. E saiu o poema. Espero que gostem.
Ivana #
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6/24/2004
      ( 6/24/2004 06:23:34 AM ) Ivana S Kennedy  
SONETO DE ESPUMA



pintura de Eva Gonzalo, retirado do site www.navedelarte.com/artistas/eva_gonzalo.htm

Escuta as horas, como passam lentas,
Vidas sedentas de qualquer verdade.
Vê as auroras, rubras e magentas,
Aqui te assentas ante a realidade.

Se tu pudesses dissipar a bruma
O que teus olhos não veriam?
Se tu soubesses desfazer a espuma
Onde teus sonhos estariam?

Mas não há bolhas de sabão e água,
Tampouco há qualquer neblina em nós,
Nenhum motivo há de estupor;

Tal qual as bolhas, nós estamos sós,
A nossa névoa é nada mais que mágoa,
E dissipado está o que era amor. #
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6/15/2004
      ( 6/15/2004 01:09:44 PM ) Ivana S Kennedy  
Exceção (de novo)
Gurias!
Ahhh! Finalmente passou a "bem dita" prova de morfologia!
Alguém sabe como é o coletivo de cardeais quando se reúnem para escolher um novo papa????
E eu que não lembrava se 'te" era pronome tônico ou átono...
Bom, em todo caso fomos tri bem no trabalho :-)) né!
Beijo pra vocês e até segunda! #
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      ( 6/15/2004 12:59:10 PM ) Ivana S Kennedy  



Rodoviária
Lento é o tempo
Da espera.
A rodovia
Quente
O vái-vem
Da gente
O tempo desespera.
E a vida vai
em cada ônibus
A vida vai
Sumindo nas paradas
Muda
Descendo em cada ponto
Tão sofrida
Tão singela
A vidá pára em cada sinaleira
Tão rotineira
A vida passa e não sentimos falta dela
Some nas esquinas
Cheia de sacolas e crianças
A vida escalda no sol das 13 horas
Queima os pés no asfalto
Chapéu de palha
Ou salto alto.
A vida falha
Porque se vai
Não mostra a direção
E, com o tempo,
Faz dos sonhos ilusão

Rodoviária
As áreas várias
As calhas das casas
O homem que atalha
A moça de saia
As flores queimadas
De sol, nas calçadas,
O lixo, que espalha,
O odor que exala
É a vida que fala
E cala
E espera sentada
Num banco
Num canto
Da rodoviária. #
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5/31/2004
      ( 5/31/2004 01:27:31 PM ) Ivana S Kennedy  
Esse é pra vocês, Rosane e Léa. Vamos rir um pouco depois de tanto estresse fazendo o trabalho sobre advérbios :-)

POEMA GRAMÁTICO

Forma de bolo
Mil vezes melhor
Que o estudo da forma.
E tu me dirás:
- Depende da forma.
Eu digo, claro, claro.
Há "fôrmas" e "fórmas"
E a mal-amada Morfologia.

Deleita-te nos efeitos semânticos
Da colocação do advérbio;
Divaga na idoneidade do substantivo;
Circunda-te de pronomes oblíquos átonos;
E não te esqueças, por favor, dos adjetivos.
Faz com eles sorvetes de inúmeras cores
E saboreia a semântica riquíssima do artigo.

Ah! Que linda é a forma assim descrita num poema...
A realidade das segundas à noite é bem mais modesta.
Mesmo assim, acha, acha tudo lindo...
Só não queiras estar na nossa pele
No dia da prova de Morfologia!
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5/17/2004
      ( 5/17/2004 01:56:07 PM ) Ivana S Kennedy  
Exceção



Bom, este é um blog de poesias, destinado apenas a poemas, e não a recadinhos, mimos, beijinhos e outras coisas mais. Não que eu seja contra tudo isso, mas decidi que o blog não seria um diário, e sim um espaço para a poesia. Abramos uma exceção e façamos um recadinho. Minha aluna da 7a série Fernanda pediu-me um poema dedicado à turma dela. Dear, prometo que está saindo...hold on!
Kisses, teacher Ivana #
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      ( 5/17/2004 01:49:55 PM ) Ivana S Kennedy  
Falta



Nem de casa, comida
Nem de amor, nem de ódio
Nem sequer de aventura
Ou talvez calmaria
Nem de flor, de presente
Sinto falta.

Algo dói, assim, indescritível,
É a dor de um vazio sem nome,
Indefinido.
É falta de cheiro de estrelas,
De madrugada fresca,
De manhãs gloriosas.

É falta da luz de cometas,
De ruas antigas,
De tardes de chuva,
Noites de luar.

E que dor é essa,
Que não tem nem nome,
E muito menos pressa
De passar?

Que vazio é esse,
Que quanto mais enche,
Mais vazio se sente,
Mais pesar?

É falta de guarda-chuvas
Coloridos
Rodopiando na praça.
É falta de bolo de laranja
Feito em casa.

Eu sinto falta de mim
E não me encontro mais.
Onde me escondi?
Que vazio, que vazio,
Que senti!

Eu que sinto
Muito
Ainda estar aqui.
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5/5/2004
      ( 5/5/2004 06:31:41 AM ) Ivana S Kennedy  
TRÊS DE MAIO



Quando maio chega
Aquele frio intenso
(Não tão intenso)
Aquece o ar das bocas
Resfria a respiração

Chuvas constantes
(Nem tão constantes)
Mas insistentes
Dão-nos saudades
De algum verão

Quando maio chega
As roupas pesam
Os corpos pesam
Tudo nos deixa
Certa impressão

De que a constância
E a inconstância
Caminham juntas
De mão com mão

Antes fosse a chuva
Antes fosse o ar
Leve como pluma
Livre a flutuar
A espionar
Algum coração

Quando maio chega
Ninguém mais duvida
Da dor infinita
Que podem causar
O cinzendo céu
A chuva outonal
E aquele ventar

Só vêem os poetas
Beleza assimétrica
E luz hipotética
Nesse estranho olhar

Olhar de quem vê
Sem sequer olhar...
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4/26/2004
      ( 4/26/2004 08:32:13 PM ) Ivana S Kennedy  
INCERTO

Faz-se das lágrimas a poesia
Golpe de ar a ecoar no vento
Torna a voar e vira esquecimento
Um fio de dor, uma rajada fria.

Faz-se lembrar no âmago do ser
É o pesar que descolore a vida
E cada lágrima descolorida
Torna-se um verso, morre em meu viver.

Os versos fluem e a estrofe esconde
Em si palavras que nunca são ditas
Que permanecem em oculto, escritas
Nalgum lugar que não se sabe onde

Talvez estejam fixas no olhar
Dissimuladas, a espionar a alma
Pois pelos olhos aparentam calma
E ocultam n'alma a imensidão do mar.

Faz-se da flor, a que perfuma e fere,
O mesmo amor que, verdadeiro e incerto,
Faz o distante parecer tão perto,
A mesma dor que diz "esqueça! espere!"

E quem me pode compreender tal sorte
De um sofrimento que é inexprimível
Pois o poeta anseia o impossível
E vive assim até chegar à morte. #
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      ( 4/26/2004 08:27:05 PM ) Ivana S Kennedy  
MAR DE ROSAS




Disse:
Se eu tivesse rosas,
Delas eu faria
Belo e vasto mar.
Pensa, o que seria
Ter uma baía
E um mar de rosas
Para descansar?
Mas...
Que vale essa prosa
Se a maresia
Desse mar teria
Gotas de luar?
É que a lua, triste,
De tanto chorar
Inundou as rosas,
Delas fez o mar.

Poema publicado na antologia Então Surgem Poetas, pela Cooperativa dos Estudantes de Letras da UNISINOS, em 2002. #
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      ( 4/26/2004 08:24:17 PM ) Ivana S Kennedy  
CIRANDAS

Dançarei cirandas
Com os cataventos
E farei guirlandas
Só de flor e vento.

Dançarei cirandas
No esquecimento
Das frias varandas
Feitas de cimento.

Dançarei eu só
Com minhas guirlandas
Só de flor e vento.

Para que ter dó
Se tenho cirandas
Flor e cataventos?

Poema publicado na antologia Então Surgem Poetas, pela Cooperativa dos Estudantes de Letras da UNISINOS, em 2002. #
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      ( 4/26/2004 01:48:25 PM ) Ivana S Kennedy  
VISÃO

"Amor, visão transparente
Que transparente visão
Nascido no olhar da gente
Floresce no coração."

(versinho popular de autoria desconhecida)

Amor, visão já tardia
Visão que é pura ilusão
E vê que o amor que seria
É, na verdade, paixão.

Amor, visão doentia
Que doentia visão
Que faz do ódio alegria
E da liberdade, prisão.

Amor, visão que batia
Cuspia, jogava no chão
(Depois que todas bebia)
A Maria, os filhos, o cão.

Amor, que é pedofilia
Visão dessa distorção
Que ama de uma só via
Que sofre essa aberração.

Amor, visão que é em parte
E agora é imperfeição
Um dia, porém, face a face
Terá perfeita visão.
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4/5/2004
      ( 4/5/2004 01:10:57 PM ) Ivana S Kennedy  
VENTO


Lá vem o vento
Deixa-te levar

O vento é forte
E te faz voar

Vai
Tomando a tua estrada
O vento assovia
Levando da calçada
Folhas de alegria

Vai
Vislumbrando a vida
O vento é veloz
Esvoaçam sonhos
Dantes tão risonhos
O vento é voraz

Vem
Porque na verdade
Vaga uma saudade
O vento é anil
Vem
Que vã tentativa
Viver à deriva
Coração vazio


Não suportas ver
De nada viver
O vento revolta

Vi tua partida
Dói-me uma ferida
Vai-te amor,
Mas volta.

Esse poema foi publicado na antologia Então Surgem Poetas, pelo COOPRAC da UNISINOS, em 2002. #
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3/22/2004
      ( 3/22/2004 12:30:54 PM ) Ivana S Kennedy  
EU VOU TE AMAR


óleo sobre tela de Juan Emilio Checa

Quando em dias tristes não raiar o sol
E se na noite escura não brilhar farol
No mar revolto tudo naufragar
Eu vou te amar

Mas se um raio desse sol sair
E se no ébano um farol surgir
A vida em águas calmas navegar
Ainda assim

Eu vou te amar

Na casa dos segundos
No vagar das horas
Eu vou te amar nos leitos moribundos
E em todas as auroras.

Eu vou te amar por todos os meus dias
Em triste desalento
Eu vou te amar em todas tardes frias
E nas manhãs de vento.

Eu vou te amar em cada vão momento
Minutos de saudade
Eu vou te amar num desespero lento
Até à eternidade. #
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3/12/2004
      ( 3/12/2004 12:36:38 PM ) Ivana S Kennedy  
O OLHAR DO SONHO



O negro olhar do sonho
É um céu infindo de lembranças
O negro descansar do dia encontra a noite
E encanta; acalanta o susto.
Porque escurecer traz medo
E o dia treme no findar da tarde.

Escurecer é abraçar a noite
Sem temer seu negro olhar que desce.
Escurecer é aceitar a ausência insípida de cores vivas
Negra é a noite
O mais são sombras.

E se os teus olhos escurecem,
Inventa as cores.
Reconstrói as formas e as texturas.
E lembra,
Que a lembrança é a tua íris e reflete
O negro olhar do sonho,
O escurecer que a noite traz, inevitável.

Se os teus olhos escurecem
Sonha.
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3/8/2004
      ( 3/8/2004 12:33:45 PM ) Ivana S Kennedy  
SMILE!



Há que se ter um bom sorriso,
Nem que seja à base de fluxetina!

Ando completamente sem tempo para o blog. As aulas da faculdade começaram, e o meu trabalho também!
Agradeço aos comentários dos amigos que ainda tomam um tempo para ler meus poemas. Obrigada! #
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2/25/2004
      ( 2/25/2004 06:43:58 AM ) Ivana S Kennedy  
POR QUE CHORAS?



Por que tu choras assim?
Por que tu choras?
Se tua dor não tem, enfim, tantas auroras?

Por que te sentes, meu amor, tão triste?
Tu, aquela flor que, mesmo bela,
Um dia acorda e de viver desiste
Um dia morre e por viver anela.

Por que teus sonhos são lembrança?
Se tu és sonho, tu és cor, és vida
E nada há mais lindo que a esperança
De ter e desejar uma saída?

Por que tu sofres assim?
Por que tu sofres?
Se de repente em mim
Tu te descobres?

Por que tu choras, meu bem?
Se tens tristezas
Tenho-as também
Mas há belezas.

Eu choro a dor como se dor não fosse.
Eu choro como quem nem chora.
Eu choro tudo o que a tristeza trouxe
E tudo o que ela já levou embora
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      ( 2/25/2004 06:31:50 AM ) Ivana S Kennedy  
DOR

Poesia é dor
Transforma-a em cor
E pinta as casas frias
Enche de vida paredes vazias
Fala de amor.

Poesia dói.
Se não a libertas, ela te corrói
Mas, se a despertas
Portas são abertas
E ela então constrói.

Poesia flui
Cada verso dela instrui
Tuas páginas brancas
Liberta-te das tuas trancas
Teu castelo rui.

Poesia é som
É musica que, sem ter tom,
Descobre tua melodia
Afina tua alegria
E encontra, enfim, teu dom.

Poesia diz
Talvez o que se quis
O que quis ser verdade
O que viveu saudade
O que morreu feliz.

Poesia é dor
Trêmula, incolor
Chega na aurora
No poente chora
E morre de amor.
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2/18/2004
      ( 2/18/2004 06:47:16 PM ) Ivana S Kennedy  
POEMA TRISTE

Não te parece bela a imagem plácida
Das folhas de plátano outonais
Caídas ao chão?
É, porém, vestígio de morte, desolação.
E a pérola, rara, dispendiosa,
Que te enche os olhos de brilho e admiração?
É, porém, dor à concha que a produz.
Que dizer do sândalo que, ferido
Exala doce e suave perfume?
Assim também é o poema triste.
Belo, indescritivelmente belo na tristeza única.
Aquele que lês e, enfadado, exclamas:
- Esses poetas são todos uns melancólicos infelizes!!!
E eu...ah! Eu que só queria falar das coisas belas... #
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      ( 2/18/2004 06:39:58 PM ) Ivana S Kennedy  
DE PASSAGEM

Bem-te-vi canta sozinho
No fio de luz do caminho
Bem te vi, passando à toa,
Tão só, remando a canoa
Na rua, toda alagada
Fugindo da enxurrada!
Bem-te-vi canta saudoso
O homem, em tom choroso
Chapéu, viola e palheiro
No bar canta o violeiro
Bem-te-vi canta aprumado
No poste em frente ao mercado
Mal te vi, só de passagem
Eu nem gravei tua imagem!
Bem-te-vi chegou na aurora
Foi-se o sol, foi ele embora
Bem-te-vi cantou contente
Voou feliz, no poente
Mas, quando amanhecer,
será que ele irá volver?
Amanhã vou à cidade
Bem te vi, terei saudade.
Bem-te-vi canta sozinho
Eu sigo o meu caminho
E as horas que passo à toa
Nos dias frios de garoa
Também sozinha eu canto
Ao relembrar um encanto
Perfume de uma distância
Que embala-me nessa ânsia
De desvendar tua imagem
Mas te vi só de passagem... #
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      ( 2/18/2004 06:33:15 PM ) Ivana S Kennedy  
TRAGÉDIA CÔMICA

Vida...essa senhora irônica
Amor o ator
De uma tragédia cômica
E nós, mortais, a suspirar na tela
Pelas paixões banais que vemos na novela! #
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      ( 2/18/2004 06:30:37 PM ) Ivana S Kennedy  
CORROSÃO

Oxidando
Morrendo aos poucos
Em longos dias
De solidão
Saudade ácida
Destrói-me em partes
Tenho gastrite
No coração. #
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2/12/2004
      ( 2/12/2004 06:12:22 PM ) Ivana S Kennedy  
INTERVALO



Foto da turma de Seminário Avançado em Língua Inglesa, ocorrido na Unisinos, no semestre passado.
Lemos muita poesia e short stories. O material lido em aula está disponível no site da disciplina. Clique aqui para visitar! #
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      ( 2/12/2004 04:57:12 PM ) Ivana S Kennedy  
OS DIAS PASSAM

Os dias passam
Amarguras desse não querer
Viram versos, se entrelaçam
Nesse meu viver.

E tudo o que houver de triste
Letra a letra - em verso - eu torno belo
E mesmo o sonho que ainda não existe
Faz-se real, faz-se pesar, singelo.

Então a dor, azul, se desvanece
Ao toque da caneta no papel
E a poesia - arte - estremece
Os versos pintam formas sem pincel.

Quadro sem cores
Esboço íntimo do ser
Pincela flores
Deforma as formas do querer.

Desfaz os atos
Remodela os gestos, o saber
E torna os fatos
Retratos mudos de qualquer sofrer.

Os dias passam
Nada que vá permanecer eterno
Pingos na janela traçam
Os dias frios a anteceder o inverno

Traço um retrato que nem formas tem
Vestígio vago, pinto em cores frias
O rosto estático desse ninguém
Letras retratam páginas vazias.

Mas nada há que possa ser eterno
As noites frias, sim, terão um fim
Dourados dias traz o sol, tão terno
Ternura e flores chegarão, enfim! #
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      ( 2/12/2004 03:56:50 PM ) Ivana S Kennedy  
A RUA DO AMOR



O amor está calado
Anoitece
São poucas as estrelas que ficaram.
Seu sonhar alado
Entristece
Ao perceber que os anos já passaram.

O amor está sem asas
Foram cortadas
Anda descalço nas ruas vazias
Observa as casas
As faces marcadas
Gestos tão secos e expressões tão frias...

O amor dorme nos bancos
Com os mendigos
Ceia de restos, junto aos renegados
São negros, brancos
Têm poucos amigos
Vivem excluídos e abnegados.

O amor espera
Mas está cansado
Quantos anos mais irá sobreviver?
Tudo o supera
É posto de lado
Todos o confundem com o prazer.

Não o reconhecem
A rua do amor está deserta
Nela há apenas um jardim sem flores.
Enquanto dele esquecem
A vida permanece incerta
Cheia de mágoas e de dissabores.

O amor se engana
Entretanto
Porque todos os dias ele nasce.
Seu perfume emana
Em todo o canto
Como se ele fosse e sua luz ficasse.

Muitos agora dele sentem falta
Estão à procura
O querem ainda
Porque o amor é como a noite alta
Embora escura
Continua linda! #
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2/11/2004
      ( 2/11/2004 03:38:27 PM ) Ivana S Kennedy  
EU E A BARATA



Liguei a luz e demos, ambas, um salto para trás.
Ela na parede, fazendo aquele tec-tec-tec com as patas
E mexendo as antenas;
Eu de chinelo e pijamas.
E sem óculos.

Ela em cima da porta do banheiro;
Eu querendo entrar no banheiro.
Ela, 4 cm, com medo.
Eu, 1,74m, com medo.

Ela é menor,
Mas meu medo é maior.
Ela vence.
Eu vou embora.
Ela fica.

De manhã eu faço o mesmo caminho
E encontro, para meu espanto,
Aquela barata no chão do banheiro, esmagada,
Provavelmente por alguém que teve menos medo que eu. #
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2/10/2004
      ( 2/10/2004 01:48:36 PM ) Ivana S Kennedy  
MADALENAS



Mulheres da vida
Que vida não têm;
O corpo é o comércio
O amor, de ninguém.

São rosas feridas
Meninas serenas
São mil madalenas
Sem rumo, sem lei.

Os sons que elas ouvem
Não são melodia
Não têm maestria
Beleza não vêem.

São elas, pequenas,
Mulheres, meninas
Vivendo de esquinas
Pra ter seus vinténs.

Quem irá salvá-las
Tirá-las da vida
Dar-lhes a saída
Torná-las alguém?

Quem irá buscá-las
Livrá-las das pedras
Das ruas quebradas
Das duras jornadas?

Essas madalenas
Flores de ninguém.
Mulheres da vida
Que vida não têm. #
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2/5/2004
      ( 2/5/2004 06:12:09 PM ) Ivana S Kennedy  
SE O SOL SE PÔR



Se o sol se pôr
E eu me for
Quem vai falar de amor?

Se o sol se pôr
Não haverá calor
Para aquecer e acalmar a dor.

Se o sol se pôr
o adeus trará rancor
Que não aceitará favor.

Mas o sol se pôs
E as hipóteses se foram, nulas
Não há depois
Não há lugar para amarguras
A lua vem
E a magia das belezas suas
Compensa a falta do calor das ruas
Que, sem o sol, ficam assim, tão nuas
Tão desprovidas de amor. #
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      ( 2/5/2004 05:52:36 PM ) Ivana S Kennedy  
DIA DE VENTO



O último dia
de uma idade nossa
é sempre de vento
Como se aquele ano fosse embora
Junto com as folhas e tudo o que está no chão e não se quer mais
O último dia
É a última história
De uma faixa etária que não teremos mais.
O último dia é a última dor dos 15, 20 ou 60.
O último dia é, também, a última coisa que não volta mais. 12/12/2003 #
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12/4/2003
      ( 12/4/2003 05:43:09 AM ) Ivana S Kennedy  
PARTE

A parte de mim que hoje parte
Pode estar em qualquer parte
Pode estar em parte alguma
Pode ser que nunca falte.
Talvez seja um caso à parte,
Ou pouca coisa consuma.
Talvez seja pura arte,
Diáfana como a pluma
Que vaga por qualquer parte
E está em parte nenhuma! #
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      ( 12/4/2003 05:41:42 AM ) Ivana S Kennedy  
AS COISAS



Tudo o que aqui fora é tão singelo,
No papel é belo.
Tudo o que parece tão disperso,
No papel é verso.
E aquele amor real, tão rarefeito,
No papel é amor perfeito.
E até a dor, cruel, que nunca finda,
No papel é linda!

Apenas um defeito
Tem a branca perfeição.
É belo, é verso, lindo
É, porém, pura ilusão. #
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      ( 12/4/2003 05:38:44 AM ) Ivana S Kennedy  
SOM II

Tão só
Que sou
É sempre assim
Que sol
Que som
Que amanhecer

A solidão
Se foi sem mim
Saudade
É só
Sorrir
Sofrer

O céu
Soltou
O entardecer
Há som
Silêncio
Em meu ser #
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      ( 12/4/2003 04:43:33 AM ) Ivana S Kennedy  
SOM

Sonhos mil... todos com S
Esse vazio de quem esquece
O que não viu, já amanhece
Você sorriu, mas me entristece.

E triste está o dia
Embora o sol aqueça
Embora o azul que havia
Aos poucos desvaneça.

Eu insinuo qualquer som
As cordas soam qualquer tom
Não sei se é sina ou se é dom
Só sei sonhar, e é tão bom...

E boa está a vida
Embora o tempo passe
Embora a despedida
Aos poucos nos afaste

Você já foi, importa a dor?
Sabemos nós qual é a cor?
Nem bem sentimos o sabor
Dessa ilusão chamada Amor.

(02 de maio de 2001.) #
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      ( 12/4/2003 04:40:00 AM ) Ivana S Kennedy  
AZUL




Algum azul
Uma tristeza esparsa
Um quê, vazio
De algum acaso
Breve.
Alguém que já se foi
Ninguém em casa
Sente o anil
Que desintegra
Leve.
Assim o céu
Depois que a chuva passa
O que sentir
O que dizer
Demora.
Antes, então,
Que tudo se desfaça
Só uma vez
Diga que me adora.
Eu te prometo não chorar
Enquanto
Desconhecido, já te vais embora.
Eu te prometo esconder
Meu pranto
Sorrir apenas
Como fora outrora.
Eu só te peço, por favor, que digas
Uma vez mais
O quanto me adora. #
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      ( 12/4/2003 04:36:43 AM ) Ivana S Kennedy  
I

Meu amor tem medo
De viver sonhando
Morrerá tão cedo
Morrerá amando

Meu amor já sabe
Ficará sozinho
É o que lhe cabe
Nesse vão caminho

Meu amor só chora
Quando tem saudade
De quem foi, outrora,
A felicidade

Meu amor é tanto
Que até se espanta
De existir enquanto
Tudo o desencanta

Meu amor tão cedo
Vai morrer amando
Viverá sem medo
Viverá sonhando



II

Meu amor virá
Quando não sei bem
Ele surgirá
Na forma de alguém

Meu amor será
Como mais ninguém
Ele me trará
Todo o amor que tem

Meu amor dirá
Que não vive sem
Ter alguém pra amar
é o que o sustém

Meu amor também
Pode ficar triste
Será que ele vem?
Será que ele existe? #
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      ( 12/4/2003 04:32:17 AM ) Ivana S Kennedy  
O MEU AMOR QUE É FEITO SÓ DE ESPERA



O sol se pôs agora às 6 da tarde
Há flores, logo chega a primavera
Eu te direi então, sem muito alarde
Do meu amor que é feito só de espera.

Tu me dirás que não será possível
Passar a vida a esperar que um dia
Seja real o que é inatingível
Haja o amor que tanto se queria.

Tu me dirás que sentes sim saudade
Porém não podes sucumbir com ela
Melhor deixar-me se ela assim te invade
O tempo apagará qualquer seqüela.

O sol se pôs mas é tão cedo ainda
Se eu te encontrar em alguma quimera
Talvez te espantes vendo que não finda
O meu amor que é feito só de espera. #
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      ( 12/4/2003 04:29:03 AM ) Ivana S Kennedy  
SORRY




Eu sinto muito que a palavra acabe
Pois quero ouvi-la e recebê-la ainda
Eu sinto muito se você não sabe
Que há começo quando tudo finda.

Eu sinto muito por sentir saudade
Já sendo tempo de não mais senti-la
Eu sinto muito se não é verdade
Que amar nos deixa a alma mais tranqüila.

Eu sinto muito por aqueles dias
Pelo momento que já se perdeu
Eu sinto muito pelas noites frias
Manhãs sombrias que você viveu.

Eu sinto muito, mas eu quis mudar
Essa tristeza que você carrega
Essa distância fixa no olhar.

Eu sinto tanto, mas você se nega
A dividir todo esse seu pesar
E a demonstrar algum sinal de entrega. #
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      ( 12/4/2003 04:25:04 AM ) Ivana S Kennedy  
COMO NÃO TER ABRIGO NA TORMENTA

Como não ter abrigo na tormenta
Como não ver a lua em noite alta
Como ter frio enquanto o sol esquenta
Assim sou eu sentindo tua falta

Nadar em fuga contra a correnteza
Com pés descalços, cruzar o deserto
Assim sou eu nos mares de tristeza
Assim estou, pisando em solo incerto.

Como ter fome e não ter alimento
Longe encontrar-se de qualquer cidade
Assim sou eu nesse esquecimento
Vazio que é falta cheia de saudade. #
|

      ( 12/4/2003 04:22:10 AM ) Ivana S Kennedy  
SAUDADE

A saudade é a chama do que não tem volta
Forte dor que inflama o peito e se revolta.
A saudade acorda tudo o que se esquece
Quanta dor transborda... alma que entristece.

E os que a sentem sabem que não há saída
Que os liberte dela enquanto dura a vida
Ela os acompanha... essa é sua sorte
Viver de saudades 'té chegar a morte. #
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10/27/2003
      ( 10/27/2003 10:25:41 AM ) Ivana S Kennedy  
FOLHA



O trevo só tem três folhas.
Que tristes as folhas são!
Que trágicas as escolhas
Tomadas por distração.

A folha que falta é triste;
As trevas da noite, então...
E tudo o que agora existe
É triste desolação.

A trama da teia insiste,
Linguagem sem tradução.
O trêmulo olhar desiste,
Que tristes os olhos são!

Tristezas que trazes, vento,
Das folhas que, sem razão,
Terminam no esquecimento
Concreto e cinza do chão. #
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7/28/2003
      ( 7/28/2003 02:05:49 PM ) Ivana S Kennedy  
Verso e Reverso
Prosa em excesso
Não faz bem..
Poesia é o que enche
Corações
De ninguém #
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      ( 7/28/2003 01:57:46 PM ) Ivana S Kennedy  
CONTRADIÇÃO

O amor é o inverso
Do inverso da ação
Ele é feito de um verso
Disperso em canção
O amor é o excesso
De fascinação
Dissabor, retrocesso
Expresso em razão

E amar é loucura
Cheia de paixão
É andar à procura
D'outra solidão
É amarga doçura
É serena explosão
É doença que cura
Qualquer coração

Amar é a mais pura
Contradição. #
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7/24/2003
      ( 7/24/2003 06:35:16 PM ) Ivana S Kennedy  
TOMANDO MARACUJÁ



Na beira da praia
Estava eu sentada.
A onda do mar
Levou meu amor.
Se eu for procurar,
Eu morro afogada!
Se ele não voltar,
Eu morro de dor... #
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      ( 7/24/2003 01:47:40 PM ) Ivana S Kennedy  
SÃO TANTAS



(poema escrito em 1991, quando eu tinha 10 anos. A primeira estrofe foi feita com a sugestão de Diana Jaquelina da Silva)

São tantas as flores
Que caem no jardim
São tantos amores
Que morrem por mim

São tantas estrelas
Da noite enluarada
São tantos olhares...
São tantas as cartas...

São tantas lembranças
Do tempo passado
São tantas promessas
De estar ao teu lado. #
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      ( 7/24/2003 01:44:54 PM ) Ivana S Kennedy  
JESUS, OH! REDENTOR

Jesus oh! Redentor, a Ti exultemos
Louvar-Te vamos, Cristo Salvador
Te bendizendo em tudo o que fazemos
Agradecendo Teu grandioso amor

És, ó, Jesus, o meu melhor amigo
Me auxiliando em horas de temor
E na tristeza, sempre estás comigo
Que a minha vida seja em Teu louvor.

Se os amigos me abandonarem
Sozinha sei que eu não ficarei
Mandas Teus anjos para proteger-me
Em Tuas mãos segura eu estarei.

Em Teu caminho que eu permaneça
Para vitórias poder conquistar
De Teu amor que eu não esqueça
A salvação irei eu alcançar! #
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      ( 7/24/2003 01:39:50 PM ) Ivana S Kennedy  
O CAMINHO

Escolhi o caminho
Caminhei sem cessar
Eu pensei no futuro
Em Jesus encontrar

Porém não foi fácil
E pensei em parar
Mas segui meu caminho
Caminhei sem cessar

Tropecei em mui pedras
E tombei eu ao chão
Mas Jesus deu-me forças,
Com amor, gratidão

Muitas vezes chorei
E chorei sem parar
Mas segui meu caminho
Caminhei sem cessar

A estrada era estreita
Os atalhos também
E ao buscar eu ajuda
Não havia ninguém

Mas meu Deus deu-me forças
Para eu não cansar
E fui eu adiante
Prossegui sem parar

Escolhi meu caminho
Caminhei sem cessar
Coração radiante
Cheguei eu em meu lar! #
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7/23/2003
      ( 7/23/2003 10:35:23 PM ) Ivana S Kennedy  
A ARTE QUE SE CHAMA AMOR



Criar e recriar em verso,
Recolorir usando toda a cor;
E assim unir o que está disperso,
Essa é a arte que se chama amor.

As cores ternas trazem alegria,
E pintam dias cheios de calor,
Como se fosse sempre aquele dia
Em que a ternura extinguiu a dor.

As cores friam pintam o céu anil;
Ventam as folhas caídas no chão.
São tantas formas, tantos sonhos mil...
Mal cabem todos num só coração.

Pois Deus, tão sábio - o Artista eterno -
Recoloriu o amor dantes sonhado,
Findando assim os dias frios de inverno,
Criando novos dias ao teu lado.

Essa é a arte que se chama amor,
Feita por Deus para a felicidade
Daqueles filhos que, por Seu favor,
Alcançarão, enfim, a eternidade! #
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      ( 7/23/2003 10:22:38 PM ) Ivana S Kennedy  
NOSTALGIA



Debruçada na janela do meu quarto
O tempo já não mais existe
Não posso ser feliz nem triste
E na carona dos meus sonhos parto.

Debruçada a ouvir os ecos do passado
O tempo pára, me pertence agora
E nada fica, e nada vai embora
A noite é linda em seu luar minguado.

Debruçada na janela das lembranças
Música longe, doce é a melodia
Que nos embala e nos envolve em alegria
Eu te procuro em minha caixa de esperanças.

Debruçada a sonhar felicidade
Das utopias, a mais inatingível
Como teu sorriso ausente e invisível
Do que não houve, morro de saudade. #
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      ( 7/23/2003 10:19:09 PM ) Ivana S Kennedy  
PALAVRAS

Nem todas as palavras podem ser medidas,
Nem todas as palavras podem ser faladas,
Nem todas as palavras mudam nossas vidas,
Nem todas as palavras são palavras. #
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      ( 7/23/2003 10:14:08 PM ) Ivana S Kennedy  
UM DIA HEI DE VER MEU SALVADOR

Um dia hei de ver meu Salvador,
Aquele cujo amor me transformou,
O triunfante Rei que libertou
Meu ser, meu coração tão pecador.

Um dia hei de ver chegar Jesus,
O Príncipe da Paz, o Rei Maior,
Miríades de anjos ao redor
Do Salvador que triunfou na cruz.

Um dia hei de ver Cristo voltar,
Por entre as nuvens, a resplandecer no céu,
E do invisível retirar o véu,
E os que dormiam, ver ressuscitar.

E quando lá no céu chegar,
Entoarei eu hinos de louvor,
Oh! Que alegria ver meu Redentor,
E para sempre com o Rei morar! #
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      ( 7/23/2003 10:05:35 PM ) Ivana S Kennedy  
INCOLOR



Chovendo lá fora,
Lá fora chovendo,
Tudo umedecendo,
Molhado de pranto;

A chuva demora,
No vidro escrevendo,
Com pingos dizendo:
Quebrou-se o encanto!

A chuva lá fora
E eu aqui dentro.
O peito sedento
De um pouco de amor;

Se eu fosse embora
E a chuva parasse,
Se a chuva levasse
Meu pranto incolor,

Talvez eu gostasse
De ser poesia,
E a vida teria
Um pouco de cor. #
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      ( 7/23/2003 09:53:40 PM ) Ivana S Kennedy  
CHUVA

Chumbo de céu
Pesado voar
Mil pássaros a planar.

Chumbo é o véu
A acobertar
Mil sonhos e algum pesar

Cinzento céu
Chumbo de véu
Mil pássaros a voar

É chuva que vem
Retrato de alguém
Que um dia só fez chorar. #
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      ( 7/23/2003 09:31:05 PM ) Ivana S Kennedy  
15 OU 9 RIMAS POBRES

Vou guardar
Pra quando eu voltar
Minhas rimas pobres
As lembranças nobres
Este é o meu lugar.
Vou guardar
Pra poder lembrar
Pois se algum dia
(Como eu gostaria!)
Se você chegar
E me vir aqui
(Sempre) a esperar...
Vou guardar
Mas longe de mim
Não me quero assim
A choramingar
Vou guardar
Num lugar qualquer
E onde estiver
Sei que vou lembrar.
Vou guardar
Na distância certa
De uma história incerta
Quem sabe no mar?
Vou guardar
Enquanto eu viver
Mas cá no meu ser
Devo confessar
Invés de guardar
Queria esquecer. #
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archives:


Viver poesia é deparar com ela em cada esquina, cada garoto de bicicleta, cada papel de pão, cada lata de lixo, cada flor... Há que se ter olhos para vê-la, assim, tão crua. Não são quaisquer olhos; podem não ser os físicos; podem ser os TEUS. Ivana Schmitz Kennedy

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